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10 dias de Mindfulness para um Fim de Ano sereno VII

Chegámos ao dia 7: sem olhos inflamados as coisas correm bem melhor!

Apesar do frio (sair da cama foi um sacrifício), o dia está lindo! Realmente é um privilégio viver neste país de sol. O céu está azul, quase sem nuvens, sereno.
É exactamente sobre o céu que fala a animação do dia 7, usando-o como metáfora para a mente. Certamente que a maioria de vós já se cruzou com aquela analogia que diz algo do género “nós somos o céu, permanente. as coisas porque passamos são as nuvens, vão aparecendo e desaparecendo mas nunca são permanentes, apenas o céu é permanente.” É um bocado por aí. Vão até à Google Play Store e procurem a Headspace, podem ver lá esta animação e as outras – e fazer os vossos 10 dias de 10 minutos de Mindfulness, gratuitos.

Hoje, foi dia de meditação em pé (os comboios já traziam muito mais pessoas) e a própria aplicação pôs a minha capacidade de me manter calma (ou me acalmar rapidamente) à prova: decidiu começar a dar erro, a repetir a animação sem seguir para o audio dos 10 minutos, e eu a stressar porque estava a perder o tempo da viagem e em andamento é um bocadinho mais difícil fazer o exercício, especialmente porque se perde a parte de estar de olhos fechados – ainda não estou preparada para esse grau de desafio, talvez no 9º dia.
De qualquer das formas, fechei a aplicação, respirei fundo, voltei a abri-la. Seleccionei o dia 7, começou a animação. Respirei fundo novamente, fechei a animação e força no play. Sucesso! Estava agitada pela irritação da tecnologia não estar a trabalhar a meu favor naquele dia, mas consegui chegar ao ponto zen pretendido. Sorri ao sair do comboio, ainda com o audio a correr os segundos finais da meditação (primeiro treino de meditar em movimento, check!)

Amanhã é o dia 8 dos 10, acho que me vou aventurar um bocadinho a tentar essa coisa de andar mindfully!
O que acham? Partilhem as vossas opiniões!

Abreijinhos!

10 dias de Mindfulness para um Fim de Ano sereno VI

De volta à rotina dos 10 minutos no comboio, hoje foi interessante por uma série de factores:
– menos pessoas no comboio, que significou lugar sentado garantido;
– menos pessoas no comboio, que significou mais silêncio na envolvência;
– alergia com que acordei, que me deixa os olhos hiper-sensíveis à luz e com dor;
– dia solarengo, cujo brilho do sol ao passar a ponte me deixou encandeada mesmo com óculos de sol e agravou o desconforto da alergia.

Foi um desafio acrescido, focar a atenção na meditação e no que era suposto estar a fazer, quando não parava de lacrimejar e sentir picadas nos olhos como se tivesse areia lá dentro. Ainda assim, sinto-me bem sucedida no dia 6 do take 10 da Headspace; consegui focar-me na respiração, não me prender a pensamentos mas deixá-los fluir, não ficar obsessivamente na sensação de desconforto ocular quando chegou a altura de fazer o scan à sensação do corpo. Estar aqueles minutos a não pensar apenas nisso e de olhos fechados (mesmo a levar com sol na cara, que ainda me incomodava os olhos) ajudou a aliviar os sintomas.
Acrescento ainda que me deixou mais bem-disposta e com disposição para trabalhar apesar do frio e desta alergia/conjuntivite e da vontade de ficar no quentinho a devorar o resto dos doces das Festas.

Dia 7, aí vou eu! Amanhã há uma nova animação antes dos 10 minutos, vamos descobrir sobre o que será…

Desse lado, alguém anda a experimentar a meditação, ou já é praticante activo? Algum curioso?
Têm dúvidas, perguntas, curiosidades que queiram partilhar? Serão muito bem vindos, comentem, vamos falar!

10 dias de Mindfulness para um Fim de Ano sereno

Ontem, algures na Internet, surgiu-me uma app para meditação, criada por um monge budista – a Headspace. Foi engraçado porque me estava a sentir sob alguma pressão e presa num ciclo vicioso de pensamentos não muito bons.

Há uns tempos, depois de algumas leituras sobre meditação e mindfulness, decidi fazer um pequeno curso introdutório na Future Learn em que aprendi muitas coisas e reuni recursos para aprofundar o conhecimento. Na altura, a diferença foi substancial – mas como em muitas coisas na minha vida, a prática deixou de ser regular e os benefícios diminuíram. Sinto a diferença mas acabo por procrastinar, como tão me é típico.

Foi por isso que a Headspace me chamou a atenção, com o seu plano de 10 dias gratuitos. Achei que seria um ritual giro para este fim de ano, tendo em conta que faltam 10 dias para terminar, fazer 1 meditação das 10 por dia até dia 31 – comecei hoje de manhã, no comboio, e devo dizer que me senti livre de stress e de irritação que a correria matinal normalmente me causam e  percorri o caminho restante até ao trabalho com um ligeiro sorriso e uma leveza no peito e no passo que ainda agora subsiste residualmente.

A Headspace é uma aplicação que vive de subscrição – e por cada subscrição eles doam uma a alguém que necessite e não tenha possibilidade, o que é muito porreiro. Vamos a ver se depois destes 10 dias, me tornarei subscritora fiel!

E vocês, meditam? Já experimentaram ou têm curiosidade?
Que técnicas usam, que dicas têm para reduzir o stress e viver com mais serenidade?

Festas Felizes, ou a falta de espírito festivo

Estamos a 9 dias do Natal. Menos ainda, apenas 5 dias nos separam do Yule, Solistício de Inverno – que assinala o dia mais curto em horas de luz do ano e promete mais Sol a cada dia que passa.

Devia estar entusiasmada. Devia pensar em presentes, em comidinhas gostosas, em decorações.

Não estou. Não há foto temática nos meus perfis nas redes sociais – excepto a do anjo que adorna a frente da igreja, que ontem pus no Instagram, porque achei bonitinho. Não há árvore nem decorações lá em casa. Não há a playlist de Natal que o ano passado me atormentava com prazer todo o dia, que tenho no YouTube (em vez disso, ando a ouvir isto). Não há planos, nem presentes comprados, nem viagens planeadas.

Há vazio. Há saudade. Há dúvida. Há uma certa solidão. Há um toque de desespero – ou uma sensação de não ter chão, de estar um pouco perdida. Há questões sobre o sentido de viver como vivemos, de fazer as coisas como fazemos. Há medos primitivos sobre velhice, desamparo, doença, perda.

Creio que não estarei só neste sentimento. Creio que sei, de certa forma, que não estou. O mundo está a evoluir, a mudar e isso dói – todo o planeta está em sofrimento agora mesmo. Toda a Humanidade está em sofrimento agora mesmo. Growing pains, é a minha esperança. Uma viragem para algo diferente, melhor do que destruição e dor que temos agora. Eu estou a mudar e a evoluir e isso implica desorientação, confusão, dor, medo. Que o que cresce em mim seja diferente, melhor, também – e que consiga espalhar isso pelo mundo.

Uma parte de mim sabe que provavelmente daqui a um dia ou dois, o Espírito da época – aquela parte boa e bucólica – vai chegar a mim. Depois, logo se vê. Agora, a única coisa que quero do Natal é sossego.

Ainda assim: Festas Felizes – seja Natal, Kwanza, Hanukkah, Yule ou nada de religioso – e Paz na Terra a TODOS os Homens (e Mulheres)!

E porque hoje é dia de ensaio geral; porque amanhã é dia de concerto do Oasis Voices, no Auditório do Alto dos Moinhos às 21h, deixo aqui a pérola que me tem tocado mentalmente non-stop nos últimos dias:

 

Questões interiores | Inside questions

Sabem aqueles dias assim…desesperantes?
 
Não que aconteça algo de mau ou que haja stress, dias que são perfeitamente normais até…mas que uma parte de ti, lá dentro, se vai questionando “aguento mais aproximadamente 50 anos disto?” e nem sabes responder…
 
50 x 365 = 18250… são muitos dias… são tantos dias…
You know those days that just feel like…despair?
Not that something bad happened or not that there’s some stress; days that are perfectly normal, even…but some part of you, inside, questions itself “can I take it, another 50 years or so of this?” and you don’t even know how to answer that…
50 x 365 = 18250… that is a lot of days… it’s so many days…