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Poesia FIB

Um blog que sigo, o Learning to Live like Water, apresentou-me esta forma de poesia: os FIB. Poemas com base na Sequência Fibonacci, que ditará o número de sílabas ou palavras em cada verso. Achei interessante, pois os números de Fibonacci fascinam-me, especialmente pela sua presença na Natureza lado a lado com a Proporção Áurea. Mas…isso serão temas para outras escritas, quem sabe!

De momento, quero partilhar convosco as minhas experiências neste formato de poesia que me intrigou. Tentei fazer FIB com sílabas métricas e palavras, chegando mesmo a fazer um ou outro com inversão dos números (limitei-me ao 5 e foi daí para trás); qual acham que funciona melhor?


pensamentos
constantes
procurando respostas
chegam mais dúvidas
não sei parar de pensar.
– 28.03.2017-
(fibonacci de palavras)

tantos caminhos abertos
tantas opções
dúvidas
indecisões.
– 28.03.2017 –
(fibonacci de palavras, em ordem inversa)

ser
mais
ser plena
ser capaz finalmente
saber que quero e como!
– 28.03.2017 –
(fibonacci de palavras)

sou.
sim
estou
enfim eu,
plena de questões.
– 28.03.2017 –
(fibonacci de sílabas métricas)

tantas paixões me assolam assim
tantas ânsias enfim
querer mais
fazer,
ser.
– 28.03.2017 –
(fibonacci de palavras, em ordem inversa)

Bem, agora fiquei com vontade de voltar aos poemas, de voltar a tentar haiku… veremos o que sai daqui!

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Boneca | Doll

bonequinha

Boneca de trapos
Porque não sorris?
Vinda da terra dos sonhos
E não és feliz?
Nesse teu país de fantasia
Não deveria reinar a alegria?
Porque estás tão tristonha
Se a cara, ta fizeram risonha?
Pobre bonequinha
Feição feita em esgar
Sonha desde pequenina
Ter alguém para amar.

                                            28/08/2011

Génese | Genesis

Uma homenagem a um poeta Português.
Um poema que adoro.
Uma memória de tempos de secundário, onde aprendi a amar ainda mais a poesia.

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A hommage to a Portuguese poet.
A poem I love.
A memory of school days, when I learned to love poetry even more.



cemetery_girl
“eu nasci do amor que há entre Deus e o Diabo”

Cântico Negro, José Régio

Não o seremos todos?

Quem de nós pode alguma vez afirmar que não é igualmente fruto deste amor?

“I was born of the love between God and the Devil”
Cântico Negro, José Régio
Aren’t we all?
Who amongst us can ever claim they are not also a fruit of this love?