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|- Journey – |

Este poema é um resumo de como me senti e a montanha-russa desta semana… foi uma danada de uma longa semana!

This one today is just a sum up of how this week has felt…it was a darned long one!

 

Another day
another fight
can’t escape the fray
in the dark night

Silence is golden
or so they say
just an evil ruse!
to get us through the day

It’s a neverending search
to quench an eternal thirst
this longing for human touch
never knew a need as such

We all dream of another
to keep close and take care
will we ever find each other
and drive away this fear?

Dread of loneliness
of emptiness, of meaningless
that consumes the human soul

A fear of living in the quiet
never really feeling whole

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– Apenas um dia –

Ao fundo o som de grilos e cigarras
como a banda sonora que nos falta
permeamos os silêncios com suspiros
para disfarçar quando o coração salta.
Tudo a nu
desejo cru que nos impele
foge o ar do peito
fica tudo à flor da pele.
Arrastam-se lânguidos
ao sabor da maré
saboreando-se entre gemidos
renegando qualquer fé.
Selvática dança de corpos
em desenfreada coreografia
errática canção de espíritos
dois num só por um só dia.

Agosto, 2011

– Ruptura ígnea de um batimento absorto alheio ao mundo exterior –

Mais um poema em Português 🙂
(Feliz Dia de São Valentim?)

Another poem in Portuguese.
(Happy Valentine’s Day?)

 

15 de Julho de 2011

Tenho o músculo rasgado
fibrosamente desfeito
sangra profusamente
está todo feito num oito.

A aorta fechou
momentaneamente
o oxigénio parou de fluir
entre cava e ventrículo
sem nada conseguir
parece que até ouvi o som
cristalino e sofrido
d’um coração a partir.

Tenho o peito num Inferno
de imenso círculo perfeito
como se pleno de fleuma pesa
e custo a respirar
pobre pulmão a eito
parece a cada passo colapsar

Estou trombo-venosa
completamente
coagulante
pobre vida
preciosa
amargurada num instante.

Oh douto senhor
de médicas artes instruído
vinde por favor
acudir ao meu pedido e
dai-me ópio entorpecedor
para a dor ser apenas surdina
vinde a mim o Doutor
que compreende esta sina.

White Lie

– Another oldie –

There’s always one
a sweet little lie that
you tell yourself so your
heart won’t die.

Wretched hope
lingering
on
clutches the mind
with it’s hurtfull
claw.

It comes
along with
despair
for where there’s
hope
there’s always
fear.

That’s why it is
so bad
hoping
and
despairing
as one never had.

That’s
what
creates the lie
surrendering
to hope
while letting out a cry.

Hope against
hope we always
keep hoping
and that is why
we tell that
little

white

lie.

Renovação | Renewal

Reencontrei-me no espaço entre luzes e sombras.
Descobri-me nos passos lânguidos e nervosos de quem se passeia sob olhares de escrutínio.
Vi-me pelos olhos das estrelas e mudei.
Gostei do que vi, descobri, reencontrei.
Aprendi que ser é simplesmente isso: ser. É-se, está-se, fica-se.
E há quem nos ame por isso, independentemente de tudo.
Hoje, acordei e gosto mais de mim.
Confio em mim.
Os meus limites serão sempre mutáveis.
Sei que sou capaz.
E sinto-me bem!

I have rediscovered myself again between lights and shadows.
I have found myself in the dragged out and nervous steps of those who walk
under scrutinizing eyes.
I have seen myself through the eyes of the stars and I changed.
I liked what I saw, what I’ve discovered, what I found again.
I have learned that being is simply that: being. One is, something; one is, somewhere; one stays, some place.
And there are those who love us for that, no matter what.
Today, I woke up and and like myself more.
I trust in me.
My boundaries and limits will always be changeable.
I know I can do it.
And I feel good!

 

Ornitorrinco | Platypus

O pobre ornitorrinco tem questões de identidade
tenta, tenta, com afinco mas quem é de verdade?
Cauda de castor, bico de pato,
procura com ardor saber quem é de facto.

Perguntou à mamã, perguntou ao papá
até perguntou aos manos, que disseram ‘deixa lá’.
Decidido a saber onde é o seu lugar
onde pertencer, como actuar
parte o ornitorrinco pronto a explorar.

Primeiro passo, decide tentar o pato.
Passadas poucas horas, já não lhe serve o fato.
Debicar, debicar… e aquela forma de nadar?!
O pequeno não gosta de tanta pena
e discretamente sai de cena.

Do bico à cauda, mudança radical.
Vamos lá ver o castor, talvez seja ideal.
Mas logo vê que não, não é construtor…
roer árvores causa ao petiz muita dor.

Regressa ao ninho o ornitorrinco.
Cabisbaixo, suspira e levanta o trinco.
Espera-o a família ansiosa e preocupada.
A mamã abraça-o, aliviada.

O pequeno ornitorrinco já não busca uma verdade.
Ele é o que é, esta é a realidade.
Depois de tentar, procurar, experimentar e ver
aprendeu que ter vergonha de quem somos
não tem razão alguma de ser.

Setembro 2010

Ça? C’est comme il faut.

Comme le jour
qui vient doucement
la vie est un cours
aussi un évènement.

Comme la nuit
qui cache la magie
la vie est un oui
et un non aussi.

Comme un copain
qui te fait rigoler
la vie est un demain
un désir de rêver.

Comme un père
qui aime son enfant
la vie est une mère
de coeur puissant.