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Festas Felizes | Happy Holidays

Ontem fui um bocadinho Grinch, ao fim do dia, eu sei! Estava desanimada com a época, com as pessoas – com a vida até.

Há momentos assim, depois passa e é isso que importa.
Fui deixar algumas coisas na corda mais quente da Avenida da Liberdade, uma inciativa da Heat the Street que visa a distribuição de agasalhos a quem deles mais precisa nesta altura: aqueles que não têm um lugar onde se abrigar. Fui buscar um docinho para a mesa de Natal, que adoro. Recebi uma encomenda, com um miminho para a minha casa, antes do que esperava. E fiquei um pouco menos zangada com a Humanidade e o Mundo (ainda estou muito aborrecida, mas quero é celebrar o Amor e todas as coisas boas).

Por isso, almas esvoaçantes que me lêem – e que eu aprecio muito – a todos desejo:

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I was a bit of Grinch yesterday, with my poem, I know (even though it was in Portuguese, and you probably didn’t bother to translate, it was a bit of a sad rant about Christmas spirit and hypocrisy). I was really gloomy and down about the season, people – life, even.

There’s moments like that, but then we get over them – and that’s what matters.
I donated some stuff for an initiative that aims to get warm apparel to those who most need it this time of year: those who do not have a place to take shelter from the cold. I picked up a delicious cake that I love, for the Christmas table. I got a package with a small present for my house, which I didn’t expect to get before Christmas. And I was a little less angry with Humanity and the World (I’m still quite a bit upset, but right now I want to celebrate Love and all the good things).

So, you fluttering souls that read my – and whom I dearly appreciate – I wish you all:

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Coisas da época

Dezembro em pleno
poucos dias para o ano terminar
O mundo finge-se sereno
Pois é hora do Natal celebrar.

Luzes e cores
Música e risos
Ignoramos um pouco as doresa_very_sad_christmas_story_with_a_happy_ending
Travamos ligeiramente os juízos.

Alardeiam-se sentimentos
de amor, bondade, caridade e fé
Pena que estes momentos
Sejam escassos e falsos até.

Todo o ano homens choram
Lutam por nada ter
Agridem-se e sangram
Buscam outra forma de ser.

Paz na Terra
Fraternidade
Sentimentos bonitos
Mas tanta falsidade

Que haja um Natal
Que todo o ano dure
Em que aquilo que apregoamos
Verdadeiramente perdure.

Sonia, 2016
Que o Natal possa ser de Verdade; e que o seja todos os dias.


Solstício Feliz!

Bem-vindo, Inverno! Um Feliz Solstício para todos!

Deixo aqui alguma informação sobre o dia de hoje, que será o mais curto do ano:

“Este ano o Solstício de Inverno ocorre no dia 21 de Dezembro às 10h 44min. Este instante marca o início do Inverno no Hemisfério Norte, estação mais fria do ano. Neste dia, o sol no plano da eclíptica passará pela declinação mínima (latitude ao equador) de -23° 26′  4″(…). Produz também um dos dias mais curtos do ano no hemisfério norte: apenas 9h e 27min 4s em Lisboa. (…) A duração do dia será de:  9h e 8min em Bragança;  9h e 12min no Porto;  9h e 18min em Coimbra;  9h e 21min em Castelo Branco;  9h e 29min em Évora; 9h e 33min em Ponta Delgada;  9h e 37min em Faro;  10h e 0min no Funchal.”

O Inverno “(…) prolonga-se por 88,99 dias até ao próximo Equinócio que ocorre no dia 20 de Março de 2017 às 10h 29min.
Solstícios: pontos da eclíptica em que o Sol atinge as posições máxima e mínima de afastamento (altura) em relação ao equador, isto é, pontos em que a declinação do Sol atinge extremos: máxima no solstício de Verão e mínima no solstício de Inverno.
A palavra de origem latina (Solstitium) está associada à ideia de que o Sol devia estar estacionário, no movimento de afastamento ao equador, ao atingir a sua mais alta ou mais baixa posição no céu.” (fonte: Observatório Astronómico de Lisboa)

“Embora sua data não seja a mesma em todos os anos, pode-se dizer que ocorre normalmente por volta do dia 22 de Dezembro no hemisfério norte e 21 de Junho no hemisfério sul. Esse momento não é fixo no calendário gregoriano em função do ano tropical da Terra não ser um múltiplo exacto de dias.
Esta data tinha grande importância para diversas culturas antigas que geralmente realizavam celebrações e festivais ligados às suas religiões”, como os Chineses, os Romanos – com o festival de Saturnália e, após introdução do Cristianismo, a sua associação ao Nascimento de Cristo -, os Povos Germânicos do Norte da Europa, os Vikings e os Celtas – sendo hoje em dia um dos Sabbats do Neopaganismo, denominado Yule.

“(…) comemoração do Norte da Europa pré-Cristã. Os pagãos Germânicos celebravam o Yule desde os finais de Dezembro até aos primeiros dias de Janeiro, abrangendo o Solstício de Inverno. Foi a primeira festa sazonal comemorada pelas tribos neolíticas do norte da Europa, e é até hoje considerado o inicio da roda do ano por muitas tradições Pagãs. Atualmente é um dos oito feriados solares ou Sabbats do Neopaganismo. No Neopaganismo moderno, o Yule é celebrado no Solstício de Inverno, por volta do dia 21 de Dezembro no hemisfério Norte e por volta do dia 21 de Junho no hemisfério Sul. A passagem do Yule foi mais tarde aderida pelos cristãos simbolicamente comemorando o aniversário de Cristo, mas na verdade este só nasceu em Março (segundo as observações de eventos naturais e condições climáticas descritas desse período na bíblia). (…) Na Península Ibérica é costume festejar-se o Yule Ibérico, organizado conjuntamente pela Ordem Portuguesa de Wicca e pela Ordem Espanhola de Wicca.” (fonte: Wikipédia)

Que seja um dia feliz e que o frio não nos atormente muito! De hoje para a frente, as horas de luz começam a ser mais!

Festas Felizes, ou a falta de espírito festivo

Estamos a 9 dias do Natal. Menos ainda, apenas 5 dias nos separam do Yule, Solistício de Inverno – que assinala o dia mais curto em horas de luz do ano e promete mais Sol a cada dia que passa.

Devia estar entusiasmada. Devia pensar em presentes, em comidinhas gostosas, em decorações.

Não estou. Não há foto temática nos meus perfis nas redes sociais – excepto a do anjo que adorna a frente da igreja, que ontem pus no Instagram, porque achei bonitinho. Não há árvore nem decorações lá em casa. Não há a playlist de Natal que o ano passado me atormentava com prazer todo o dia, que tenho no YouTube (em vez disso, ando a ouvir isto). Não há planos, nem presentes comprados, nem viagens planeadas.

Há vazio. Há saudade. Há dúvida. Há uma certa solidão. Há um toque de desespero – ou uma sensação de não ter chão, de estar um pouco perdida. Há questões sobre o sentido de viver como vivemos, de fazer as coisas como fazemos. Há medos primitivos sobre velhice, desamparo, doença, perda.

Creio que não estarei só neste sentimento. Creio que sei, de certa forma, que não estou. O mundo está a evoluir, a mudar e isso dói – todo o planeta está em sofrimento agora mesmo. Toda a Humanidade está em sofrimento agora mesmo. Growing pains, é a minha esperança. Uma viragem para algo diferente, melhor do que destruição e dor que temos agora. Eu estou a mudar e a evoluir e isso implica desorientação, confusão, dor, medo. Que o que cresce em mim seja diferente, melhor, também – e que consiga espalhar isso pelo mundo.

Uma parte de mim sabe que provavelmente daqui a um dia ou dois, o Espírito da época – aquela parte boa e bucólica – vai chegar a mim. Depois, logo se vê. Agora, a única coisa que quero do Natal é sossego.

Ainda assim: Festas Felizes – seja Natal, Kwanza, Hanukkah, Yule ou nada de religioso – e Paz na Terra a TODOS os Homens (e Mulheres)!

E porque hoje é dia de ensaio geral; porque amanhã é dia de concerto do Oasis Voices, no Auditório do Alto dos Moinhos às 21h, deixo aqui a pérola que me tem tocado mentalmente non-stop nos últimos dias:

 

Dia de Natal

Dia de Natal, mas que data fatal!
Que desgraça, que destravio, que seguimento em corropio!
Que tristeza assoladora, que crueza total, realidade assustadora!
Dia de Natal, findo enfim… peso do mundo que se acomoda a mim.

Mas desta vez não vai ser como queres, Natal castrador!
Não vou ceder à tradicional tristeza e dor!
E eis que algo surge e me faz recuar
e mal dou por mim estou a chorar.

Bem, já passou, choro e Natal
Até para o ano, que te demores
ò data fatal

25 de dezembro de 2010

Puer Natus…in Bethlehem

Pois é, aproxima-se o Natal e a passos largos… este ano (como no ano da data original deste texto) sinto uma amargura relativa a esta época. Para onde quer que me vire, tudo me parece decorado com tanto cinismo como luzes, incluindo eu. Será isto chegar à idade adulta? Então, rejeito o “adultismo”, criança para sempre!
Enfim, mas de facto a razão deste post é outra: a NOITE MAIS LONGA DO ANO. Quatro dias depois dela, do Solistício de Inverno, em pleno Yule! Noite mágica… para mim, nessa noite de 21 de Dezembro sente-se mais do que noutra data a magia do Natal. A magia da terra que renasce para trazer nova vida na Primavera. E no fundo não é isso que o Natal representa? Nascimento, vida nova?
Venha o Novo Ano! Cheio de novidades – e de um ser adulto mais sincero e carinhoso.
Tudo de bom e Boas Festas, amigos… que se prolonguem por todo o ano! (aproveitem para namorar a Lua Cheia de Natal!)
escrito originalmente em 2010 – actualizado para hoje.