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10 dias de Mindfulness para um Fim de Ano sereno VI

De volta à rotina dos 10 minutos no comboio, hoje foi interessante por uma série de factores:
– menos pessoas no comboio, que significou lugar sentado garantido;
– menos pessoas no comboio, que significou mais silêncio na envolvência;
– alergia com que acordei, que me deixa os olhos hiper-sensíveis à luz e com dor;
– dia solarengo, cujo brilho do sol ao passar a ponte me deixou encandeada mesmo com óculos de sol e agravou o desconforto da alergia.

Foi um desafio acrescido, focar a atenção na meditação e no que era suposto estar a fazer, quando não parava de lacrimejar e sentir picadas nos olhos como se tivesse areia lá dentro. Ainda assim, sinto-me bem sucedida no dia 6 do take 10 da Headspace; consegui focar-me na respiração, não me prender a pensamentos mas deixá-los fluir, não ficar obsessivamente na sensação de desconforto ocular quando chegou a altura de fazer o scan à sensação do corpo. Estar aqueles minutos a não pensar apenas nisso e de olhos fechados (mesmo a levar com sol na cara, que ainda me incomodava os olhos) ajudou a aliviar os sintomas.
Acrescento ainda que me deixou mais bem-disposta e com disposição para trabalhar apesar do frio e desta alergia/conjuntivite e da vontade de ficar no quentinho a devorar o resto dos doces das Festas.

Dia 7, aí vou eu! Amanhã há uma nova animação antes dos 10 minutos, vamos descobrir sobre o que será…

Desse lado, alguém anda a experimentar a meditação, ou já é praticante activo? Algum curioso?
Têm dúvidas, perguntas, curiosidades que queiram partilhar? Serão muito bem vindos, comentem, vamos falar!

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3 Daily Reminders

So, we all know how it feels to not have motivation, to want to stay in bed and to feel totally unloved, right? Even if just once, every one of us has felt that at some point.

What to do then?

  1. Remember you are enough
    trust-that-you-are-enough
    No matter how much you feel like you’re lacking in skill, ability, intelligence, looks, education- whatever plagues you, basicly, with insecurity and fear. You are enough. There is no wrong way to be a human being, you just are and that’s it.

    There is always room for improvement and growth – but you don’t have to force yourself into it. Wherever you are on your journey now, that is ok. That is enough. YOU are truly enough.

  2. List all the good things you have
    gratitude
    Seems like such a cliché, I know. But it works; honest!
    I have made a list of all the good things I have – thinking on those that are less fortunate in so many ways to help me recognize the plentifulness that is around – and it made me feel so much better about my life and filled me with will to do and be more: more myself, more true, more fulfilled, more hopeful. And to give more: of my love, my time, my attention and my drive – to those who might need it, to the world, to those I love, to myself.

    Every now and then, most frequently than not, I falter. I forget that list. I forget to be thankful for all the things that most of us take for granted and even for those exceptional ones that are truly extraordinary things/people/events to be thankful for. I go back to the list. I re-do it, mentally. I re-write it, I add to it. Like a scrapbook of thankfulness that just keeps adding. And it feels good.
    Give it a try, sometime. I know it’ll make a difference, it did and does to me. And while you’re at it, make a list of your dreams, aspirations and goals (no matter what they are, they are valid and enough – unless you plan the decimation of Mankind, which I highly advice against, :p ) – seeing thoase two lists, together, might just give you the boost you need to achieve some of those thigns you want. Or it might put things into perspective, at least.

  3. Recognize all the good and loving people in your life

    tchrappreciation-wordle
    That feeling of being recognized and appreciated. Don’t we all crave it? I believe it to be inherent to human condition, indeed.
    You want to feel loved, to feel wanted, appreciated. You want to be heard, and seen. We all do.
    Sometimes, that feeling doesn’t come. You inner voices make it feel like we’re unloved, unappreciated, alone. Like a burden to those around us. It is mostly just that: our inner dialogue, pulling us down, feeding off of our emotions, insecurities and needs.
    Recognize yourself. Appreciate yourself (see 1. : you are enough and worthy of love). Love yourself (another cliché, I know. There’s a reason these are clichés and it is not only repetition). Start from there, even if just a little bit, every day. A pat on your own back: you did good at work, you cooked your own dinner, you were able to remain calm during a stressful moment, etc. It really is the little things – this gives you perspective. And compassion. Towards yourselves and to others.
    From there, it is a small step to showing appreciation towards the people in your life. Depending on where your relationship with yourself is, sometimes it is even easier to do this bit than the previous one.
    A “Thank You”, a “I like having you around”, any kind words that truly and honestly express the good feelings you have towards that person. It makes such a huge difference! In them. In making sure they know. In ourselves. I have lost people I didn’t have the chance to fully show how much I loved and appreciated tham and how thankful I was for their being in my life and accepting me even when I was rejecting myself so painfully. I don’t ever want anyone to leave my life (whichever way it might be) without having at known once, even if just a bit, something about my feelings for them and the goodness they brought me.

    Bonus (for reaching this far): A little TED for entertainment and education

    What are your thoughts? Have done any of these things? Will you try them?
    Let me know your experiences and opinios, I am always glad to learn new perspectives!

Desabafando | Letting it out

Já se passou algum tempo. Ando a evitar chatear-vos muito com os meus dramas interiores e batalhas mentais, mas depois penso que este espaço foi feito para a partilha. Não só daquilo que “produzo” artisticamente, mas de mim – pelo sentido de conexão e união, de pertença até, que isso possa trazer: para vocês que me lêem e para mim que escrevo ( e recebo os vossos comentários e opiniões, que me enriquecem de tantas formas).

Ando irrequieta, interiormente. Sinto que se aproxima uma grande mudança, que de certa forma fui eu que pus em movimento, mas não estou preparada. Cheia de medos, de questões, de incertezas. Não ajuda que este instinto não seja algo de concreto, relativo ao que mudará em que aspecto da minha vida e como – é apenas aquela sensação intensa de que alguma coisa vai mudar, vai acabar, vai dar uma volta. E com essa sensação vem alguma angústia – o que me deixa ainda mais irrequieta e mais preocupada nesta cabeça de hiper-pensadora, ruminadora – que me enche de preocupação e de temores e me deixa paranóica.

Vamos a ver o que os próximos tempos me trazem, depois da confusão que foi o mês de Agosto em termos de relações familiares e estabilidade emocional…torçam por mim, sim?

It has been a while. I have been avoiding to nagg you too much with my inner dramas and mental battles, but then I think that this space was created for sharing. Not only what I “produce” artistically, but myself – for the sense of connection and union, even belonging, that it may bring: for you that read me and for me writing (and receiving your comments and opinions, which enrich me in so many ways).

I have been feeling restless inside. Feeling like a big change is coming, on that it was me who set in motion in some ways, but I am not ready. Filled with fears, questions, uncertainties. It does not help that this instinct is not defined, in regards to what is going to change in which aspect of my life and how – it is just this instense sentationthat something is going to change, to end, to take a turn, a 180º. With that sensation in comes some anguish – which makes me even more restless and more worried in this overthinking ruminating head of mine- which fills me up with worries and fears and makes me paranoid.

Let us see what times will bring, after the confusion all of August was in family relations and emotional stability…fingers crossed for me, ok?

O Estado do Mundo. Estado de Sítio?

Cada vez que abro uma newsletter de algum dos jornais que tenho subscritas ou abro uma rede social para ver o que se passa com as pessoas à boa laia de voyeur, assusto-me.

Metade dos destaques da newsletter do Observador que acabei de receber fazem-me parar de respirar uns instantes enquanto uma boa parte de mim fica dormente com a loucura e a violência que assolam o mundo um pouco por toda a parte, todos os dias, cada vez mais.

Reféns numa igreja em França, degolações e sabe-se lá mais o quê. França tem sido um alvo preferido de situações de terrorismo e violência sem sentido neste ano insano que estamos a viver.

Logo atrás, especialmente nos últimos dias, a Alemanha tem vindo à ribalta em situações de violência, ataques sem sentido a cidadãos que apenas querem seguir com o seu quotidiano: tiroteio em Berlimbombista suicida em Ansbach e o caos instalado na vida das pessoas comuns.

A surpresa do dia para mim (mais que as outras, pois chega um ponto que começamos a ficar dessensibilizados a estas coisas no sentido de nos chocarmos – isto porque agora todo o bendito dia há pelo menos um), foi esta: tiroteio em centro comercial na Suécia. Quantas vezes nos chegam notícias destas dos países escandinavos? Once in a blue moon, como dizem os nossos amigos anglo-saxões. Pois a blue moon chegou lá, parece, às terras do Sol da Meia-Noite.

Não posso deixar de assinalar igualmente o sucedido na Somália, onde explosões se fizeram sentir na cidade capital. Treze mortos (pelo menos) na explosão junto ao aeroporto e um bombista suicida nas proximidades das instalações das Nações Unidas que tiraram a vida a pelo menos 10 pessoas.

Haverá vontade de viver num mundo assim? Constantemente em medo de quando será a nossa vez? Temos sorte, aqui no nosso Portugal, onde temos estado sossegadinhos. Mas até quando?
É urgente fazer-se algo. Mas mais do mesmo, será solução? Esta sociedade está podre e já não serve o seu propósito – é preciso uma enorme mudança de paradigma, mais humanista, mais uno, mais sincero e livre de subterfúgios… sei lá! É desesperante…vou ali enterrar a cabeça na areia, porque não quero mais ver isto, como a maioria das pessoas faz – e com esta atitude nada muda e só piorará. Mas também o que poderemos nós fazer? Já não sei, já não sei; vou ali ser criança, brincar com o Principezinho um bocadinho e os adultos idiotas que nos entregam um mundo destes que se amanhem.

(desculpem, é uma desesperança…nem sei que pensar!)

Pensado em coisas… | Thinking of stuff

Ando cansada do mundo. Deste paradigma que impulsiona a sociedade.
Não me faz sentido; não ressoa no meu sentir; não parece mais funcionar para a Humanidade.

Pensar nestas coisas angustia-me. Pensar no que nos aguarda nos dias vindouros, é um exercício intelectual que me assusta. Mas dou por mim, cada vez mais, a revisitar estes pensamentos e a re-sentir estas angústias e temores.

Será que podemos mudar alguma coisa? Como? Por onde começar?

Não sei. Não sei. Não sei. Mas há que tentar.

 

I have been feeling tired of the world. Of this paradigm that drives society.
It does not make sense to me; it does not find an echo within my feeling; it doesn’t seem to work for Humanity anymore.

 

Thinking about these things leaves me anguished. Thinking about wait awaits us in days to come, is an intelectual exercise that frightens me. But I find myself, ever more, reviting these thoughs and feeling these anguishes and fears once again.

Can we change anything? How? Where to start?

I don’t know. I don’t know. I don’t know. But we must try.