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O Estado do Mundo. Estado de Sítio?

Cada vez que abro uma newsletter de algum dos jornais que tenho subscritas ou abro uma rede social para ver o que se passa com as pessoas à boa laia de voyeur, assusto-me.

Metade dos destaques da newsletter do Observador que acabei de receber fazem-me parar de respirar uns instantes enquanto uma boa parte de mim fica dormente com a loucura e a violência que assolam o mundo um pouco por toda a parte, todos os dias, cada vez mais.

Reféns numa igreja em França, degolações e sabe-se lá mais o quê. França tem sido um alvo preferido de situações de terrorismo e violência sem sentido neste ano insano que estamos a viver.

Logo atrás, especialmente nos últimos dias, a Alemanha tem vindo à ribalta em situações de violência, ataques sem sentido a cidadãos que apenas querem seguir com o seu quotidiano: tiroteio em Berlimbombista suicida em Ansbach e o caos instalado na vida das pessoas comuns.

A surpresa do dia para mim (mais que as outras, pois chega um ponto que começamos a ficar dessensibilizados a estas coisas no sentido de nos chocarmos – isto porque agora todo o bendito dia há pelo menos um), foi esta: tiroteio em centro comercial na Suécia. Quantas vezes nos chegam notícias destas dos países escandinavos? Once in a blue moon, como dizem os nossos amigos anglo-saxões. Pois a blue moon chegou lá, parece, às terras do Sol da Meia-Noite.

Não posso deixar de assinalar igualmente o sucedido na Somália, onde explosões se fizeram sentir na cidade capital. Treze mortos (pelo menos) na explosão junto ao aeroporto e um bombista suicida nas proximidades das instalações das Nações Unidas que tiraram a vida a pelo menos 10 pessoas.

Haverá vontade de viver num mundo assim? Constantemente em medo de quando será a nossa vez? Temos sorte, aqui no nosso Portugal, onde temos estado sossegadinhos. Mas até quando?
É urgente fazer-se algo. Mas mais do mesmo, será solução? Esta sociedade está podre e já não serve o seu propósito – é preciso uma enorme mudança de paradigma, mais humanista, mais uno, mais sincero e livre de subterfúgios… sei lá! É desesperante…vou ali enterrar a cabeça na areia, porque não quero mais ver isto, como a maioria das pessoas faz – e com esta atitude nada muda e só piorará. Mas também o que poderemos nós fazer? Já não sei, já não sei; vou ali ser criança, brincar com o Principezinho um bocadinho e os adultos idiotas que nos entregam um mundo destes que se amanhem.

(desculpem, é uma desesperança…nem sei que pensar!)

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Continuando pelas ruas da memória | Going down memory lane

Mais uma pérola da Antiguidade da minha escrita. Gosto bastante deste, apesar do tema mais obscuro. Creio que foi numa fase que tentava incluir a Morte no Ciclo da Vida de forma a aceitar as perdas passadas e as que viriam – e virão, certamente.

Another pearl of my writing’s Ancient Times. I quite like this one, even though the subject is darker. I believe I was at a stage in my life where I was trying to incorporate Death into the Cicle of Life, so I could accept past losses and those to come.

Styx

Bem-vindos à minha casa,
A casa daquele que morre
E renasce sem fim.
Bem-vindos ao domínio
Onde a Morte é Senhora,
Onde termina o suplício
E a paz intensa te devora.
Bem-vindos ao fim da existência,
Ao limbo, ao Styx…
Onde já nada é ausência,
Onde terminará de novo a vivência.
3 Maio 2008