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I have been (over)thinking

I feel restless. I feel miserable. I feel lost.

I really don’t know what to do with myself lately. Can anyone relate to this feeling of helplessness, where you know that something has do be done but you have no idea what or how? Has anyone overcome a stage like this that can give me any pointers or tips on how to go about this incredible need for something (I really don’t know what), for change, for purpose?

Family matters are tense, to be soft on it. I find myself very much on my own when it comes to close blood ties. My relationship with my mother tends to deteriorate further and further with each interaction and I do not know how to go about it right now except distancing myself, for all it does is hurt me and bring me further down. Then, this distancing – perhaps even severing ties (at least for the time being) – also hurts me and brings me further down, fills me with fears of being all alone in the world, helpess and unsupported and just sort of…orphaned.

I know I am not: I have other family that I feel would lend a helping hand and be there for me, as well as good friends – the family I chose and that chose me – who wish to see me well, desire me to be close to them and would extend a helping hand whenever needed. I have my guy, supportive and caring, ever more patient towards my quirks that annoy him – really making the effort for us to be all we can as a team, as partners, as companions. Yet this person, my mother, is one of the grandest foundations of my life, along with being also a source of many of my “traumas” – I really don’t want to call them traumas as I don’t feel my stuff is as severe as what you would call trauma, let’s go with ‘dents’ instead. Together with my grandmother (though not biological), still living and nearing 92 years of age; they comprise the living relatives that I remember being there my entire existence. The onset of dementia brought by a nasty fall, along with all that old age brings, is taking my grandma away from me day by day – living away from her, every time I go on a visit the pain is sharp and dull at the same time. Oh, how the forced perception of mortality (others’ and my own) hurts!

What is the point in all this? Why struggle so much, to have, to amass, to buy, to be rich…? Nothing of it goes with us – should mankind really be such a slave of its own construct?

Yes, I have been feeling terribly non-conformist. Tired of the way we live. I feel myself drowning in meaningless struggle for something I don’t see as truly purposeful or suitable for me and the happiness and serenity I long for.

Any thoughts or advice? Am I alone in this?

(I did go a long way on this one, didn’t I? Sorry folks!)

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Agosto a gosto

Escrevo-vos do primeiro dia das minhas férias – e sou uma very happy camper neste momento!

Tecnicamente, as férias só começam oficialmente no dia 16, mas fim-de-semana com feriado serve de aquecimento.

Vou passar uns belos dias à minha cidade natal, Portimão, aproveitar o sol e o sal das ‘minhas’ praias e a beleza de tudo o que amo na minha terra. Mas antes, uma pit stop em Setúbal para conhecer sítios novos e ver coisas e pessoas diferentes – logo vos conto sobre isso, ok?

Antes de ir fazer a mala e atirar-me para o sofá no descanso máximo, quero deixar-vos um desafio:

Oasis Voices – YouTube – o coro onde ando a dar um ar da minha graça há uns tempos. Estamos agora em pausa de ensaios, mas em meados de Setembro regressamos e força e estamos de portas abertas a quem quiser vir cantar connosco (tenores, precisam-se!)
O repertório é variado, especialmente focado em música contemporânea, pop, jazz, soul e coisinhas bonitas assim. Vejam no canal com estamos todos giros no nosso “la-la-la” xD
Podem também encontrar-nos aqui: Oasis Voices – Facebook. Deixem lá o vosso like para irem sabendo das novidades!

 

Agora vou ali dar um pézinho de dança, hasta luego guapos!

 

 

Been away… but now I’m back!

As you might have noticed, I was absent for a couple of weeks. There are several reasons for that, of course.

One, workload. Not that I have an immense workload, but my bosses have these periods when they demand anything and everything of me – at the same time. These past two weeks were a bit like that.

Two, a need for some soul-searching. Though I love my job, doing all these secretary and receptionist things (except maybe telephone calls – telephone calls are hell, I hate them!), I have been feeling a bit…stagnated, perhaps. I have been struggling to find meaning in my work and been longing to find that exact work that could fullfil that need of mine.

Three, the intense heat. It has been hot as peppers around here and that, of course, subdues most of my productive juices into a languid lump of lazy me. I love Summer, I love the heat – but I know it makes me be lazier than usual, even with things I love.

writing-923882_960_720Four, a bit of writers block. Associate with point 2. Feeling lost and useless in the world tends to drain my ability to write – even though the inspiration is as fervent as ever or more!
It’s that depressing feeling of not being productive to the world, feeling that everything you do has no meaning and in no way contributes to the betterment of the world – it kind of stops you dead in your tracks with everything you do – wether it is something you really love doing or not.

Five, taking some time for other things. Like my Reiki traireiki-principles.190154340_std.jpgning – which I have been slacking off quite a lot. Decided to focus more on it – and, associated with it, my meditation practice. That also means I decided to work on myself, in an honest manner. Inner work to grow my being and feel fullfilled. Along with this, I decided to take my volunteering to write for the Portuguese Reiki Association blog more seriously – hence not writing so much here (I have to tell you, writing the covering of an event from almost 2 weeks ago has been hell).

Six, and last (but not least): gaming. Yes, the addiction is there and I have been indulging – most certainly Brave Exviusbecause of how I’ve been feeling about my life. So, what have I been playing? As I showed you in my previous post, Final Fantasy Brave Exvius on my phone, alongside Final Fantasy X, remastered, on the PS3 (revivalism, I so love that game – maybe because it was my first Final Fantasy!).

Also on the phone…the unavoidable Pokémon GO! I am now taking nice walks,by myself and with my guy once in a while, which has helped improve my mood and also has gotten me pokemon-go-live-in-japan-for-field-test_kj4d.640to do some exercise! It is such a thrill and I feel so childish and happy while searching for new pokemons for my collection! With all due precautions, of course.

 

So, that’s been my last two weeks…what about yours?
(And do you have any advice for me, concerning the dillemas I presented you in this little confession of mine?)

Love and light,

Rell

O Estado do Mundo. Estado de Sítio?

Cada vez que abro uma newsletter de algum dos jornais que tenho subscritas ou abro uma rede social para ver o que se passa com as pessoas à boa laia de voyeur, assusto-me.

Metade dos destaques da newsletter do Observador que acabei de receber fazem-me parar de respirar uns instantes enquanto uma boa parte de mim fica dormente com a loucura e a violência que assolam o mundo um pouco por toda a parte, todos os dias, cada vez mais.

Reféns numa igreja em França, degolações e sabe-se lá mais o quê. França tem sido um alvo preferido de situações de terrorismo e violência sem sentido neste ano insano que estamos a viver.

Logo atrás, especialmente nos últimos dias, a Alemanha tem vindo à ribalta em situações de violência, ataques sem sentido a cidadãos que apenas querem seguir com o seu quotidiano: tiroteio em Berlimbombista suicida em Ansbach e o caos instalado na vida das pessoas comuns.

A surpresa do dia para mim (mais que as outras, pois chega um ponto que começamos a ficar dessensibilizados a estas coisas no sentido de nos chocarmos – isto porque agora todo o bendito dia há pelo menos um), foi esta: tiroteio em centro comercial na Suécia. Quantas vezes nos chegam notícias destas dos países escandinavos? Once in a blue moon, como dizem os nossos amigos anglo-saxões. Pois a blue moon chegou lá, parece, às terras do Sol da Meia-Noite.

Não posso deixar de assinalar igualmente o sucedido na Somália, onde explosões se fizeram sentir na cidade capital. Treze mortos (pelo menos) na explosão junto ao aeroporto e um bombista suicida nas proximidades das instalações das Nações Unidas que tiraram a vida a pelo menos 10 pessoas.

Haverá vontade de viver num mundo assim? Constantemente em medo de quando será a nossa vez? Temos sorte, aqui no nosso Portugal, onde temos estado sossegadinhos. Mas até quando?
É urgente fazer-se algo. Mas mais do mesmo, será solução? Esta sociedade está podre e já não serve o seu propósito – é preciso uma enorme mudança de paradigma, mais humanista, mais uno, mais sincero e livre de subterfúgios… sei lá! É desesperante…vou ali enterrar a cabeça na areia, porque não quero mais ver isto, como a maioria das pessoas faz – e com esta atitude nada muda e só piorará. Mas também o que poderemos nós fazer? Já não sei, já não sei; vou ali ser criança, brincar com o Principezinho um bocadinho e os adultos idiotas que nos entregam um mundo destes que se amanhem.

(desculpem, é uma desesperança…nem sei que pensar!)

– Reencontro de Colegas –

É hoje que se realiza um jantar que sinto que será muito interessante… 10 anos depois de serem finalistas (eu fui um ano depois), alguns dos colegas de faculdade propuseram um jantar de reencontro. Um pouco no espírito das reuniões de “X” anos depois do Liceu que fazem na América (ou pelo menos nos filmes).

Estou muito curiosa em relação ao que irá acontecer neste jantar, como vão estar as pessoas depois deste tempo…se ainda há uma afinidade natural com as pessoas com quem a tínhamos quando fomos caloirinhos e durante o percurso académico que se seguiu. Se a maioria manteve contacto ou não, depois do fim daquela fase da vida.

Como fiquei retida no 2º ano, ao mesmo tempo que entrei para a Magna Tuna ApocalISCSPiana, perdi um pouco deste criar de laços que unem este grupo de pessoas – ao mesmo tempo que sendo uma pessoa terrível a manter contacto acabei por me afastar aos poucos, especialmente após o regresso ao Algarve. Mas o carinho por estas pessoas, com quem partilhei excelentes momentos, nunca se desvaneceu! (tanto as do curso, nas várias turmas em que estive; como as da Tuna, com quem também fui uma nódoa a manter contacto!)

Recentemente, retomei contacto com uma dessas pessoas: a Rita, do blog From Pemberley to Milton, sobre JAFF e North and South. Foi muito bom, tem sido maravilhoso sentir esta re-conexão com alguém com quem tinha criado tanta empatia há cerca de 14 anos (oh GOD! 14?!). Gostava de conseguir o mesmo com tantas pessoas que foram saindo lentamente da minha vida mas não da lembrança e estou entusiasmada com este jantar especialmente por isso!

Estando noutro ponto do meu ser e estar na vida, creio que me será muito mais fácil, em especial em comparação à miúda de 17 anos que aterrou no Alto da Ajuda sem saber muito bem o que era aquilo tudo e se seria o que queria, socializar hoje, mesmo com o meu jeito introvertido e preocupado com o que irão pensar sobre mim e etc. (introvertido sofre!)

Depois logo vos conto como foi (com fotos e tudo e tudo)!

 

Abreijos!

Pensado em coisas… | Thinking of stuff

Ando cansada do mundo. Deste paradigma que impulsiona a sociedade.
Não me faz sentido; não ressoa no meu sentir; não parece mais funcionar para a Humanidade.

Pensar nestas coisas angustia-me. Pensar no que nos aguarda nos dias vindouros, é um exercício intelectual que me assusta. Mas dou por mim, cada vez mais, a revisitar estes pensamentos e a re-sentir estas angústias e temores.

Será que podemos mudar alguma coisa? Como? Por onde começar?

Não sei. Não sei. Não sei. Mas há que tentar.

 

I have been feeling tired of the world. Of this paradigm that drives society.
It does not make sense to me; it does not find an echo within my feeling; it doesn’t seem to work for Humanity anymore.

 

Thinking about these things leaves me anguished. Thinking about wait awaits us in days to come, is an intelectual exercise that frightens me. But I find myself, ever more, reviting these thoughs and feeling these anguishes and fears once again.

Can we change anything? How? Where to start?

I don’t know. I don’t know. I don’t know. But we must try.

| Criacionismos|

Fazem-se os homens de anseios e valores
Sobre coisa nula de sentido
Senhores de tantos domínios imaginados.

Fazem-se os homens de cores e sentidos
Paladares de estímulos escondidos
Sacerdotes de navios inacabados.

Fazem-se os homens a si mesmos
Reinventando noções e nações
Sacrílegos pensadores empedernidos de crenças.

Fazem-se os homens maiores que a vida
Menores que o sonho emudecido de uma era
Sorteando contradições que suas são mas que renegam.

Fazem-se os homens e desfazem-se assim
Constructos mentais com resposta biológica
Façai-vos, homens, reinventai toda esta quimera.