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10 dias de Mindfulness para um Fim de Ano sereno IX

O dia 9 foi o mais difícil até ao momento. Erro e culpa apenas meus – a inteligência rara que vos escreve decidiu que ia experimentar os 10 minutos de meditação logo ao início da rotina matina, antes até do café! Não correu bem.
Sonolenta e sem foco, mas me apercebi do que se estava a passar, a mente viajou, irritei-me. Que frustração!

Todo o princípio deste exercício pareceu-me ficar derrotado, com esta vaga de ira comigo mesma por este erro e esta falha. Depois, apercebi-me que os 8 dias anteriores deram frutos e foram eficazes: libertei-me das emoções e pensamentos que teimavam em circular incessantemente na minha cabeça mais rapidamente do que o que estou habituada, simplesmente deixando-os ser, reconhecendo-os e deixando-os ir. Foi bom.

Ajudou igualmente a reconhecer a solução para este percalço: em vez de seguir para o dia 10, vou repetir o dia 9. Quero rever a animação, quero ouvir novamente as instruções, quero submergir nos 10 minutos que tanto bem me têm feito. De manhã, não consegui – a tecnologia não quis colaborar comigo. Pensei em fazê-lo na hora de almoço, mas coisas foram adiando tudo. Fica para a viagem de regresso.
Depois conto-vos como foi, este bis do dia 9. E fica o dia 10 para o último dia do ano!

Bisous!

10 dias de Mindfulness para um Fim de Ano sereno VII

Chegámos ao dia 7: sem olhos inflamados as coisas correm bem melhor!

Apesar do frio (sair da cama foi um sacrifício), o dia está lindo! Realmente é um privilégio viver neste país de sol. O céu está azul, quase sem nuvens, sereno.
É exactamente sobre o céu que fala a animação do dia 7, usando-o como metáfora para a mente. Certamente que a maioria de vós já se cruzou com aquela analogia que diz algo do género “nós somos o céu, permanente. as coisas porque passamos são as nuvens, vão aparecendo e desaparecendo mas nunca são permanentes, apenas o céu é permanente.” É um bocado por aí. Vão até à Google Play Store e procurem a Headspace, podem ver lá esta animação e as outras – e fazer os vossos 10 dias de 10 minutos de Mindfulness, gratuitos.

Hoje, foi dia de meditação em pé (os comboios já traziam muito mais pessoas) e a própria aplicação pôs a minha capacidade de me manter calma (ou me acalmar rapidamente) à prova: decidiu começar a dar erro, a repetir a animação sem seguir para o audio dos 10 minutos, e eu a stressar porque estava a perder o tempo da viagem e em andamento é um bocadinho mais difícil fazer o exercício, especialmente porque se perde a parte de estar de olhos fechados – ainda não estou preparada para esse grau de desafio, talvez no 9º dia.
De qualquer das formas, fechei a aplicação, respirei fundo, voltei a abri-la. Seleccionei o dia 7, começou a animação. Respirei fundo novamente, fechei a animação e força no play. Sucesso! Estava agitada pela irritação da tecnologia não estar a trabalhar a meu favor naquele dia, mas consegui chegar ao ponto zen pretendido. Sorri ao sair do comboio, ainda com o audio a correr os segundos finais da meditação (primeiro treino de meditar em movimento, check!)

Amanhã é o dia 8 dos 10, acho que me vou aventurar um bocadinho a tentar essa coisa de andar mindfully!
O que acham? Partilhem as vossas opiniões!

Abreijinhos!

10 dias de Mindfulness para um Fim de Ano sereno VI

De volta à rotina dos 10 minutos no comboio, hoje foi interessante por uma série de factores:
– menos pessoas no comboio, que significou lugar sentado garantido;
– menos pessoas no comboio, que significou mais silêncio na envolvência;
– alergia com que acordei, que me deixa os olhos hiper-sensíveis à luz e com dor;
– dia solarengo, cujo brilho do sol ao passar a ponte me deixou encandeada mesmo com óculos de sol e agravou o desconforto da alergia.

Foi um desafio acrescido, focar a atenção na meditação e no que era suposto estar a fazer, quando não parava de lacrimejar e sentir picadas nos olhos como se tivesse areia lá dentro. Ainda assim, sinto-me bem sucedida no dia 6 do take 10 da Headspace; consegui focar-me na respiração, não me prender a pensamentos mas deixá-los fluir, não ficar obsessivamente na sensação de desconforto ocular quando chegou a altura de fazer o scan à sensação do corpo. Estar aqueles minutos a não pensar apenas nisso e de olhos fechados (mesmo a levar com sol na cara, que ainda me incomodava os olhos) ajudou a aliviar os sintomas.
Acrescento ainda que me deixou mais bem-disposta e com disposição para trabalhar apesar do frio e desta alergia/conjuntivite e da vontade de ficar no quentinho a devorar o resto dos doces das Festas.

Dia 7, aí vou eu! Amanhã há uma nova animação antes dos 10 minutos, vamos descobrir sobre o que será…

Desse lado, alguém anda a experimentar a meditação, ou já é praticante activo? Algum curioso?
Têm dúvidas, perguntas, curiosidades que queiram partilhar? Serão muito bem vindos, comentem, vamos falar!

Festas Felizes | Happy Holidays

Ontem fui um bocadinho Grinch, ao fim do dia, eu sei! Estava desanimada com a época, com as pessoas – com a vida até.

Há momentos assim, depois passa e é isso que importa.
Fui deixar algumas coisas na corda mais quente da Avenida da Liberdade, uma inciativa da Heat the Street que visa a distribuição de agasalhos a quem deles mais precisa nesta altura: aqueles que não têm um lugar onde se abrigar. Fui buscar um docinho para a mesa de Natal, que adoro. Recebi uma encomenda, com um miminho para a minha casa, antes do que esperava. E fiquei um pouco menos zangada com a Humanidade e o Mundo (ainda estou muito aborrecida, mas quero é celebrar o Amor e todas as coisas boas).

Por isso, almas esvoaçantes que me lêem – e que eu aprecio muito – a todos desejo:

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I was a bit of Grinch yesterday, with my poem, I know (even though it was in Portuguese, and you probably didn’t bother to translate, it was a bit of a sad rant about Christmas spirit and hypocrisy). I was really gloomy and down about the season, people – life, even.

There’s moments like that, but then we get over them – and that’s what matters.
I donated some stuff for an initiative that aims to get warm apparel to those who most need it this time of year: those who do not have a place to take shelter from the cold. I picked up a delicious cake that I love, for the Christmas table. I got a package with a small present for my house, which I didn’t expect to get before Christmas. And I was a little less angry with Humanity and the World (I’m still quite a bit upset, but right now I want to celebrate Love and all the good things).

So, you fluttering souls that read my – and whom I dearly appreciate – I wish you all:

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Coisas da época

Dezembro em pleno
poucos dias para o ano terminar
O mundo finge-se sereno
Pois é hora do Natal celebrar.

Luzes e cores
Música e risos
Ignoramos um pouco as doresa_very_sad_christmas_story_with_a_happy_ending
Travamos ligeiramente os juízos.

Alardeiam-se sentimentos
de amor, bondade, caridade e fé
Pena que estes momentos
Sejam escassos e falsos até.

Todo o ano homens choram
Lutam por nada ter
Agridem-se e sangram
Buscam outra forma de ser.

Paz na Terra
Fraternidade
Sentimentos bonitos
Mas tanta falsidade

Que haja um Natal
Que todo o ano dure
Em que aquilo que apregoamos
Verdadeiramente perdure.

Sonia, 2016
Que o Natal possa ser de Verdade; e que o seja todos os dias.


10 dias de Mindfulness para um Fim de Ano sereno III

Três dias, três meditações no comboio, em 10 minutos. Hoje consegui lugar sentada e faz muita diferença na capacidade de relaxar e libertar tensão no corpo, realmente.
Atenção, ter feito os 10 minutos de ontem em pé foi excelente para me aperceber da diferença nas tensões e começar a aprender a aliviar a pressão muscular mesmo quando numa posição vertical – especialmente nos ombros e pescoço.

Para quem não faz ideia do que estou a falar com estes 10 dias de 10 minutos de meditação, comecei a jornada aqui. Continuado no dia 2 com desafios diferentes e hoje sinto progresso, por estranho que pareça em tão pouco tempo.
Talvez se deva ao facto de já ter praticado um pouco antes, quando fiz o mini-curso online na Future Learn; talvez a minha vontade de conseguir e a necessidade de obter benefícios e mudança na minha forma de estar e reagir me deixem mais predisposta à evolução de forma mais veloz.

Amanhã vai ser diferente: não há viagem de comboio! Vamos descobrir como será!
Uma coisa é certo: aos poucos vou-me apercebendo que não fico presa a pensamentos que não interessam, que deixo a mente fluir sem me apegar muito a uma coisa em particular – pelo menos naqueles 10 minutos, o que já é muito bom.

Por aí, como fazem para estar mais presentes no momento, mais conscientes do que vos rodeia, com mais serenidade?

Beijinhos!

10 dias de Minfulness para um Fim de Ano sereno II

Hoje foi o dia 2 dos 10 dias de Minfulness com a app de meditação Headspace, de que falo aqui.

Reforço do que foi feito ontem, aprender as bases. Focar a atenção, percepcionar sensações, aceitar os pensamento em vez de lutar contra eles – deixá-los fluir, simplesmente.

Não foi muito fácil, esta manhã, pois não consegui sentar-me no comboio: isso dificulta a parte do relaxar relativamente ao corpo. Não tivesse decidido aproveitar os  cerca de 12 minutos da viagem para isto, quem me anda assumir que vou sempre ter lugar para me sentar? lol

Mesmo assim, acho que fui bastante bem sucedida. Talvez por me sentir muito sonolenta ainda (o café ainda não estava a fazer efeito), o relaxamento foi suficiente – mas não cheguei ao ponto do sorriso leve. Fiquei-me pela serenidade no meio da correria, o que tendo em conta que me atrasei para o trabalho porque perdi o comboio foi um momento de valor acrescentado.

Vamos ver o que nos espera amanhã, 3º dia, às portinhas do Natal.

Têm dicas sobre meditação e mindfulness? Partilhem, vamos aprender juntos!

10 dias de Mindfulness para um Fim de Ano sereno

Ontem, algures na Internet, surgiu-me uma app para meditação, criada por um monge budista – a Headspace. Foi engraçado porque me estava a sentir sob alguma pressão e presa num ciclo vicioso de pensamentos não muito bons.

Há uns tempos, depois de algumas leituras sobre meditação e mindfulness, decidi fazer um pequeno curso introdutório na Future Learn em que aprendi muitas coisas e reuni recursos para aprofundar o conhecimento. Na altura, a diferença foi substancial – mas como em muitas coisas na minha vida, a prática deixou de ser regular e os benefícios diminuíram. Sinto a diferença mas acabo por procrastinar, como tão me é típico.

Foi por isso que a Headspace me chamou a atenção, com o seu plano de 10 dias gratuitos. Achei que seria um ritual giro para este fim de ano, tendo em conta que faltam 10 dias para terminar, fazer 1 meditação das 10 por dia até dia 31 – comecei hoje de manhã, no comboio, e devo dizer que me senti livre de stress e de irritação que a correria matinal normalmente me causam e  percorri o caminho restante até ao trabalho com um ligeiro sorriso e uma leveza no peito e no passo que ainda agora subsiste residualmente.

A Headspace é uma aplicação que vive de subscrição – e por cada subscrição eles doam uma a alguém que necessite e não tenha possibilidade, o que é muito porreiro. Vamos a ver se depois destes 10 dias, me tornarei subscritora fiel!

E vocês, meditam? Já experimentaram ou têm curiosidade?
Que técnicas usam, que dicas têm para reduzir o stress e viver com mais serenidade?

3 Daily Reminders

So, we all know how it feels to not have motivation, to want to stay in bed and to feel totally unloved, right? Even if just once, every one of us has felt that at some point.

What to do then?

  1. Remember you are enough
    trust-that-you-are-enough
    No matter how much you feel like you’re lacking in skill, ability, intelligence, looks, education- whatever plagues you, basicly, with insecurity and fear. You are enough. There is no wrong way to be a human being, you just are and that’s it.

    There is always room for improvement and growth – but you don’t have to force yourself into it. Wherever you are on your journey now, that is ok. That is enough. YOU are truly enough.

  2. List all the good things you have
    gratitude
    Seems like such a cliché, I know. But it works; honest!
    I have made a list of all the good things I have – thinking on those that are less fortunate in so many ways to help me recognize the plentifulness that is around – and it made me feel so much better about my life and filled me with will to do and be more: more myself, more true, more fulfilled, more hopeful. And to give more: of my love, my time, my attention and my drive – to those who might need it, to the world, to those I love, to myself.

    Every now and then, most frequently than not, I falter. I forget that list. I forget to be thankful for all the things that most of us take for granted and even for those exceptional ones that are truly extraordinary things/people/events to be thankful for. I go back to the list. I re-do it, mentally. I re-write it, I add to it. Like a scrapbook of thankfulness that just keeps adding. And it feels good.
    Give it a try, sometime. I know it’ll make a difference, it did and does to me. And while you’re at it, make a list of your dreams, aspirations and goals (no matter what they are, they are valid and enough – unless you plan the decimation of Mankind, which I highly advice against, :p ) – seeing thoase two lists, together, might just give you the boost you need to achieve some of those thigns you want. Or it might put things into perspective, at least.

  3. Recognize all the good and loving people in your life

    tchrappreciation-wordle
    That feeling of being recognized and appreciated. Don’t we all crave it? I believe it to be inherent to human condition, indeed.
    You want to feel loved, to feel wanted, appreciated. You want to be heard, and seen. We all do.
    Sometimes, that feeling doesn’t come. You inner voices make it feel like we’re unloved, unappreciated, alone. Like a burden to those around us. It is mostly just that: our inner dialogue, pulling us down, feeding off of our emotions, insecurities and needs.
    Recognize yourself. Appreciate yourself (see 1. : you are enough and worthy of love). Love yourself (another cliché, I know. There’s a reason these are clichés and it is not only repetition). Start from there, even if just a little bit, every day. A pat on your own back: you did good at work, you cooked your own dinner, you were able to remain calm during a stressful moment, etc. It really is the little things – this gives you perspective. And compassion. Towards yourselves and to others.
    From there, it is a small step to showing appreciation towards the people in your life. Depending on where your relationship with yourself is, sometimes it is even easier to do this bit than the previous one.
    A “Thank You”, a “I like having you around”, any kind words that truly and honestly express the good feelings you have towards that person. It makes such a huge difference! In them. In making sure they know. In ourselves. I have lost people I didn’t have the chance to fully show how much I loved and appreciated tham and how thankful I was for their being in my life and accepting me even when I was rejecting myself so painfully. I don’t ever want anyone to leave my life (whichever way it might be) without having at known once, even if just a bit, something about my feelings for them and the goodness they brought me.

    Bonus (for reaching this far): A little TED for entertainment and education

    What are your thoughts? Have done any of these things? Will you try them?
    Let me know your experiences and opinios, I am always glad to learn new perspectives!

Festas Felizes, ou a falta de espírito festivo

Estamos a 9 dias do Natal. Menos ainda, apenas 5 dias nos separam do Yule, Solistício de Inverno – que assinala o dia mais curto em horas de luz do ano e promete mais Sol a cada dia que passa.

Devia estar entusiasmada. Devia pensar em presentes, em comidinhas gostosas, em decorações.

Não estou. Não há foto temática nos meus perfis nas redes sociais – excepto a do anjo que adorna a frente da igreja, que ontem pus no Instagram, porque achei bonitinho. Não há árvore nem decorações lá em casa. Não há a playlist de Natal que o ano passado me atormentava com prazer todo o dia, que tenho no YouTube (em vez disso, ando a ouvir isto). Não há planos, nem presentes comprados, nem viagens planeadas.

Há vazio. Há saudade. Há dúvida. Há uma certa solidão. Há um toque de desespero – ou uma sensação de não ter chão, de estar um pouco perdida. Há questões sobre o sentido de viver como vivemos, de fazer as coisas como fazemos. Há medos primitivos sobre velhice, desamparo, doença, perda.

Creio que não estarei só neste sentimento. Creio que sei, de certa forma, que não estou. O mundo está a evoluir, a mudar e isso dói – todo o planeta está em sofrimento agora mesmo. Toda a Humanidade está em sofrimento agora mesmo. Growing pains, é a minha esperança. Uma viragem para algo diferente, melhor do que destruição e dor que temos agora. Eu estou a mudar e a evoluir e isso implica desorientação, confusão, dor, medo. Que o que cresce em mim seja diferente, melhor, também – e que consiga espalhar isso pelo mundo.

Uma parte de mim sabe que provavelmente daqui a um dia ou dois, o Espírito da época – aquela parte boa e bucólica – vai chegar a mim. Depois, logo se vê. Agora, a única coisa que quero do Natal é sossego.

Ainda assim: Festas Felizes – seja Natal, Kwanza, Hanukkah, Yule ou nada de religioso – e Paz na Terra a TODOS os Homens (e Mulheres)!

E porque hoje é dia de ensaio geral; porque amanhã é dia de concerto do Oasis Voices, no Auditório do Alto dos Moinhos às 21h, deixo aqui a pérola que me tem tocado mentalmente non-stop nos últimos dias: