Tag Archive | escritora

Reflexões

” A alegria mantém viva na mente uma espécie de luz solar e preenche-a com uma serenidade firme e perpétua.”
– Joseph Addison (1672-1719)
Em bom e tradicional Português, já lá diz o ditado… “quem canta seus males espanta”. Cantar é um exercício de alegria, que afasta da mente as coisas que nos preocupam e a preenche com a harmonia que só a música, enquanto construção humana intrinsecamente ligada com as nuances dos mistérios naturais, consegue proporcionar. Por isso, tantas vezes canto no trabalho. Traz-me alegria interior pois distrai-me do que me está a perturbar a serenidade e, sem dúvida, trazia alegria às minhas colegas na altura da Primark, que se fartavam de rir das minhas figuras ristes a dobrar pijamas e a cantar “A Aldeia da Roupa Branca” e outros clássicos da música portuguesa. 🙂

Louca? Um pouco. Feliz? Sempre que posso. E pouco ou nada mudaria nisso.

Façam favor de ser felizes!
paisley3

Meu amor

Hoje vi-te.
O sol ganhou calor
a tristeza virou cor
e a minh’alma sorriu.
Meu coração correu
descompassado bateu
meu amor, meu amor.
Hoje vi-te.
As lágrimas fizeram sentido
as saudades ficaram comigo
a esperança cá dentro gritou.
Meus lábios quiseram beijar-te
meus braços, envolver-te
meu amor, meu amor.
Hoje vi-te.
O teu rosto de poema
as tuas mãos postas em cena
o sorriso sedutor.
Meu corpo tremia
minha boca dizia
meu amor, meu amor.
Hoje vi-te.
Foi como um renascer
da tua ausência doer
da perda e da mágoa sem fim.
Quis correr e agarrar-te
quis a viva voz chamar-te
meu amor. Meu amor!
21/05/2012

Evoluções | Evolutions

13 – Setembro – 2009
 
Sou carne, sou fraca, sou humana.
Sou carne, sou forte, sou humana.

28 de abril de 2012

Tenho falhas e defeitos, para além de qualidades. Por todos estes factores quero ser aceite e amada…e não apesar deles.
Não quero que me seja constantemente apontado o dedo aos meus defeitos e erros quando os conheço tão bem. Não se as coisas boas não são reconhecidas. Não sem a honestidade e franqueza, a aceitação e intimidade por que anseio.
Porque teimamos em acentuar os deslizes e falhanços e a abafar as realizações e sucessos dos outros? Porquê? Porquê somos tão rápidos a apontar o dedo e tão reticentes a aplaudir?
Será que me escondo assim tanto? Que a muralha que construí à minha volta é assim tão grande? Será que ninguém me vê realmente? Será que não mereço ser amada, aceite, apoiada?
Estarei destinada à solidão? Já não bastará aquela que sinto constante?
“Cada ser humano é um universo.” Haverá algum universo que queira compartilhar-se com o meu? Será o meu micro-cosmos um que não tem compatibilidade nem lugar para estar com mais nenhum?
Tantas vezes me ponho estas perguntas e tantas mais acabo sem respostas. Aliás, nunca obtive resposta. Serei a única a perguntar-me? Serei a única a não obter respostas? Estarei, também nisso, só?
family
Que bom que hoje já sei onde me encontrar, que já tenho universos onde o meu pode pousar e vice-versa. Meus queridos amigos, nem sonham o quanto têm sido essenciais para manter a minha sanidade (mesmo que às vezes pareça que já a perdi).
Adoro-vos a todos!
S
PS – Hoje, 19 de Abril de 2016, mantenho estas palavras finais. Grata a todos os que me têm acompanhado nesta jornada e neste crescimento, o meu coração é vosso.

To thy muted heart

To feel… feeling nothing is so much better than the horrible way we feel sometimes. That’s why we choose what’s safe – what is guaranteed not to make us hurt or suffer. We take the easy way out and refuse to take a leap of fatih into our own right to happiness. Cowards we are for the sake of our own hearts, for the pain of a broken heart is like none other.
Why? Why not try, risk, take that extra step? Why not be truly brave and keep ahead even though the feelings scare us and the uncertainties of all drive us into trembling hesitation? Why not be scared for a while and know real bliss and sincere affection instead of keeping on feeling as something’s missing (sorry John Mayer,lol), nurturing a loneliness we are not even aware for most of the time? Why not try, instead of hiding behing the “should be’s”?
Why not honour the ones who deserve it the most – our own selves? Everytime we fail to follow our hearts and give happiness the chance it’s trying to give us… we dishonour our very core as humans, we shame our souls, we kill the good there is in hope. Let’s just take the step and give ourselves the chance we truly deserve.
Go for it!
(originally written on February 7th, 2012 – still important today!)

=Deception of perception=

Tell me sweet little lies
that you like it
that I'm beautiful
that it's good.
Tell me small white lies
that you like me
that it's beautiful
that it's never been so good.
Say all the words
I want to hear,
I'll know they're untrue
but I won't shed a tear.
Say all those pretty words
to make my heart skip a beat.
I'll believe them all
that'll be my downfall.

                                  05 June 2011

Amore Anima

Anima Mea Aeterna
coração da noite
aroma de deserto
sabor de café e menta
asa negra estrelada
onda de mar revolto
sopro de brisa agreste
lábios de puro mel
mãos de sal e sol
corpo de impuro divino
ardente sussurro
torrente de emoção
muralha protectora de
amplo abraço terno
ágil sonho profundo
sorriso de fumo
beijo pleno de luar
lugar onde mais pertenço
castelo étereo de prata e ónix
não me voltes a deixar.

Agosto, 2011

A eterna procura de mais que um nada

Agosto, 2011

Não sou líder
nem sigo cegamente
caminho lado a lado
num passo intermitente.
Não sou mais nem menos
nem busco ser tal
apenas tenho sonhos
que quero cumprir, afinal.
Sou eu e nada mais
por entre diferenças
cores, tamanhos e crenças
somos todos iguais
anseios partilhados
de felicidade rica
desejos murmurados
um sorriso que fica
Ninguém quer estar sozinho
ninguém quer solidão
todos buscamos carinho
conforto para o coração.