Tag Archive | escritora

Pensado em coisas… | Thinking of stuff

Ando cansada do mundo. Deste paradigma que impulsiona a sociedade.
Não me faz sentido; não ressoa no meu sentir; não parece mais funcionar para a Humanidade.

Pensar nestas coisas angustia-me. Pensar no que nos aguarda nos dias vindouros, é um exercício intelectual que me assusta. Mas dou por mim, cada vez mais, a revisitar estes pensamentos e a re-sentir estas angústias e temores.

Será que podemos mudar alguma coisa? Como? Por onde começar?

Não sei. Não sei. Não sei. Mas há que tentar.

 

I have been feeling tired of the world. Of this paradigm that drives society.
It does not make sense to me; it does not find an echo within my feeling; it doesn’t seem to work for Humanity anymore.

 

Thinking about these things leaves me anguished. Thinking about wait awaits us in days to come, is an intelectual exercise that frightens me. But I find myself, ever more, reviting these thoughs and feeling these anguishes and fears once again.

Can we change anything? How? Where to start?

I don’t know. I don’t know. I don’t know. But we must try.

Advertisements

| Criacionismos|

Fazem-se os homens de anseios e valores
Sobre coisa nula de sentido
Senhores de tantos domínios imaginados.

Fazem-se os homens de cores e sentidos
Paladares de estímulos escondidos
Sacerdotes de navios inacabados.

Fazem-se os homens a si mesmos
Reinventando noções e nações
Sacrílegos pensadores empedernidos de crenças.

Fazem-se os homens maiores que a vida
Menores que o sonho emudecido de uma era
Sorteando contradições que suas são mas que renegam.

Fazem-se os homens e desfazem-se assim
Constructos mentais com resposta biológica
Façai-vos, homens, reinventai toda esta quimera.

Boneca | Doll

bonequinha

Boneca de trapos
Porque não sorris?
Vinda da terra dos sonhos
E não és feliz?
Nesse teu país de fantasia
Não deveria reinar a alegria?
Porque estás tão tristonha
Se a cara, ta fizeram risonha?
Pobre bonequinha
Feição feita em esgar
Sonha desde pequenina
Ter alguém para amar.

                                            28/08/2011

Reflexões

” A alegria mantém viva na mente uma espécie de luz solar e preenche-a com uma serenidade firme e perpétua.”
– Joseph Addison (1672-1719)
Em bom e tradicional Português, já lá diz o ditado… “quem canta seus males espanta”. Cantar é um exercício de alegria, que afasta da mente as coisas que nos preocupam e a preenche com a harmonia que só a música, enquanto construção humana intrinsecamente ligada com as nuances dos mistérios naturais, consegue proporcionar. Por isso, tantas vezes canto no trabalho. Traz-me alegria interior pois distrai-me do que me está a perturbar a serenidade e, sem dúvida, trazia alegria às minhas colegas na altura da Primark, que se fartavam de rir das minhas figuras ristes a dobrar pijamas e a cantar “A Aldeia da Roupa Branca” e outros clássicos da música portuguesa. 🙂

Louca? Um pouco. Feliz? Sempre que posso. E pouco ou nada mudaria nisso.

Façam favor de ser felizes!
paisley3

Meu amor

Hoje vi-te.
O sol ganhou calor
a tristeza virou cor
e a minh’alma sorriu.
Meu coração correu
descompassado bateu
meu amor, meu amor.
Hoje vi-te.
As lágrimas fizeram sentido
as saudades ficaram comigo
a esperança cá dentro gritou.
Meus lábios quiseram beijar-te
meus braços, envolver-te
meu amor, meu amor.
Hoje vi-te.
O teu rosto de poema
as tuas mãos postas em cena
o sorriso sedutor.
Meu corpo tremia
minha boca dizia
meu amor, meu amor.
Hoje vi-te.
Foi como um renascer
da tua ausência doer
da perda e da mágoa sem fim.
Quis correr e agarrar-te
quis a viva voz chamar-te
meu amor. Meu amor!
21/05/2012

Evoluções | Evolutions

13 – Setembro – 2009
 
Sou carne, sou fraca, sou humana.
Sou carne, sou forte, sou humana.

28 de abril de 2012

Tenho falhas e defeitos, para além de qualidades. Por todos estes factores quero ser aceite e amada…e não apesar deles.
Não quero que me seja constantemente apontado o dedo aos meus defeitos e erros quando os conheço tão bem. Não se as coisas boas não são reconhecidas. Não sem a honestidade e franqueza, a aceitação e intimidade por que anseio.
Porque teimamos em acentuar os deslizes e falhanços e a abafar as realizações e sucessos dos outros? Porquê? Porquê somos tão rápidos a apontar o dedo e tão reticentes a aplaudir?
Será que me escondo assim tanto? Que a muralha que construí à minha volta é assim tão grande? Será que ninguém me vê realmente? Será que não mereço ser amada, aceite, apoiada?
Estarei destinada à solidão? Já não bastará aquela que sinto constante?
“Cada ser humano é um universo.” Haverá algum universo que queira compartilhar-se com o meu? Será o meu micro-cosmos um que não tem compatibilidade nem lugar para estar com mais nenhum?
Tantas vezes me ponho estas perguntas e tantas mais acabo sem respostas. Aliás, nunca obtive resposta. Serei a única a perguntar-me? Serei a única a não obter respostas? Estarei, também nisso, só?
family
Que bom que hoje já sei onde me encontrar, que já tenho universos onde o meu pode pousar e vice-versa. Meus queridos amigos, nem sonham o quanto têm sido essenciais para manter a minha sanidade (mesmo que às vezes pareça que já a perdi).
Adoro-vos a todos!
S
PS – Hoje, 19 de Abril de 2016, mantenho estas palavras finais. Grata a todos os que me têm acompanhado nesta jornada e neste crescimento, o meu coração é vosso.

To thy muted heart

To feel… feeling nothing is so much better than the horrible way we feel sometimes. That’s why we choose what’s safe – what is guaranteed not to make us hurt or suffer. We take the easy way out and refuse to take a leap of fatih into our own right to happiness. Cowards we are for the sake of our own hearts, for the pain of a broken heart is like none other.
Why? Why not try, risk, take that extra step? Why not be truly brave and keep ahead even though the feelings scare us and the uncertainties of all drive us into trembling hesitation? Why not be scared for a while and know real bliss and sincere affection instead of keeping on feeling as something’s missing (sorry John Mayer,lol), nurturing a loneliness we are not even aware for most of the time? Why not try, instead of hiding behing the “should be’s”?
Why not honour the ones who deserve it the most – our own selves? Everytime we fail to follow our hearts and give happiness the chance it’s trying to give us… we dishonour our very core as humans, we shame our souls, we kill the good there is in hope. Let’s just take the step and give ourselves the chance we truly deserve.
Go for it!
(originally written on February 7th, 2012 – still important today!)