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Apetites

Sabem aqueles dias que só apetece sentar à mesa com uma caneca gigantesca de café, papel e canetas, música ou podcasts que estão em atraso na lista para ouvir e simplesmente escrever e escrever e escrever?

Ando assim. Sem assunto específico, sem temática ou enredo que me faça criar algo mais artístico ou informativo, simplesmente com sede de escrever.

Há muito que não sentia esta comichão de escrevinhar, sem propósito específico, o quee vem à cabeça. Há muito que não sentia a ânsia de escrever, de criar com palavras, de contar histórias, de expor os meus pensamentos.

Parecia que essa parte tinha ficado lá atrás, noutra Sónia, noutras vidas. Parece que afinal não. Sinto uma certa plenitude por ter esta vontade a pulsar nas veias novamente. Terei de responder a este apelo como puder – não voltarei a deixar a preguiça e as inseguranças quebrar a minha pena, calar o meu cantar.

Vejamos o que vem daqui… Estou curiosa, e vocês?

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Poesia FIB

Um blog que sigo, o Learning to Live like Water, apresentou-me esta forma de poesia: os FIB. Poemas com base na Sequência Fibonacci, que ditará o número de sílabas ou palavras em cada verso. Achei interessante, pois os números de Fibonacci fascinam-me, especialmente pela sua presença na Natureza lado a lado com a Proporção Áurea. Mas…isso serão temas para outras escritas, quem sabe!

De momento, quero partilhar convosco as minhas experiências neste formato de poesia que me intrigou. Tentei fazer FIB com sílabas métricas e palavras, chegando mesmo a fazer um ou outro com inversão dos números (limitei-me ao 5 e foi daí para trás); qual acham que funciona melhor?


pensamentos
constantes
procurando respostas
chegam mais dúvidas
não sei parar de pensar.
– 28.03.2017-
(fibonacci de palavras)

tantos caminhos abertos
tantas opções
dúvidas
indecisões.
– 28.03.2017 –
(fibonacci de palavras, em ordem inversa)

ser
mais
ser plena
ser capaz finalmente
saber que quero e como!
– 28.03.2017 –
(fibonacci de palavras)

sou.
sim
estou
enfim eu,
plena de questões.
– 28.03.2017 –
(fibonacci de sílabas métricas)

tantas paixões me assolam assim
tantas ânsias enfim
querer mais
fazer,
ser.
– 28.03.2017 –
(fibonacci de palavras, em ordem inversa)

Bem, agora fiquei com vontade de voltar aos poemas, de voltar a tentar haiku… veremos o que sai daqui!

Loucura de Novembro | November Madness

Ora então, um pequeno update: decidi tentar novamente o NaNoWriMo (National Novel Writing Month), depois de o ano passado ter fugido dele a 7 pés e em 2014 ter chegado apenas às 3000 palavras.

nanowrimo_2016_webbadge_participant

Para ajudar à festa, incentivada pela minha amiga Rita (do blog From Pemberley to Milton, espreitem!), decidi que este ano vou arriscar numa coisa que nunca fiz: Fan Fiction. [bem, se calhar fiz nos tempos áureos da adolescência, criando estórias sobre os meus ídolos musicais e heartbreakers da altura, os BackStreet Boys – que por acaso parece que estão a fazer um comeback este ano, sabiam? Coincidências espantosas!]

Ora tendo estes dados presentes, não vos será surpreendente a revelação que a minha proposta para este NaNoWriMo, em Fan Fiction, seja com base no clássico de Jane Austen, “Orgulho e Preconceito”. Se quiserem saber um bocadinho mais do que se tratará, podem ver na página: da minha novel deste ano.

Partilho com vocês esta loucura, pois sei que assim assumo um compromisso público e sinto-me mais “obrigada” a cumprir! 😀 Ajudem-me a conquistar este objectivo!

Well then, a small update: I have decided to try again doing NaNoWriMo (National Novel Writing Month), fter having fled from it like the devil from the cross last year and having only reached 3000 words in 2014.

nanowrimo_2016_webbadge_participant

To help this party, with incentive from my friend Rita (@ the From Pemberley to Milton blog, have a look there!), I decided that I was going to venture into something I have never done before: Fan Fiction. [well, I may have donesome of that during my teenage golden days, making up stories about my music idols and hearbreaker, the BackStreet Boys – who apparently are making a big comeback this year, did you know? Amazing coincidences!]

Now then, having all this data in mind, it should not surprise you when I reveal that my proposition for this NaNoWriMo, in the Fan Fiction category, is based on Jane Austen‘s classic, ‘Pride and Prejudice’. If you want to know some more about what it will be, you can check the page for my 2016 novel. (and yes, I will be writing in English, which is an added challenge for a non-native, especially because it should not be contemporary English to be historically accurate).

I am sharingthis madness with you because I knowthat taking on this project in a public manner I will feel more “forced” to comply!:D Help me conquer this objective!

Thought

Taking into
Careful consideration
I ponder.

Tires me, this thinking
Constant
Persistent.

Yet I do not know
how or when
could it stop.

To be is to think
to think is to be
Am I being or thinking me?

(free writing, as it flowed into my mind, on the afternoon of September 29th – no edits whatsoever)

Desabafando | Letting it out

Já se passou algum tempo. Ando a evitar chatear-vos muito com os meus dramas interiores e batalhas mentais, mas depois penso que este espaço foi feito para a partilha. Não só daquilo que “produzo” artisticamente, mas de mim – pelo sentido de conexão e união, de pertença até, que isso possa trazer: para vocês que me lêem e para mim que escrevo ( e recebo os vossos comentários e opiniões, que me enriquecem de tantas formas).

Ando irrequieta, interiormente. Sinto que se aproxima uma grande mudança, que de certa forma fui eu que pus em movimento, mas não estou preparada. Cheia de medos, de questões, de incertezas. Não ajuda que este instinto não seja algo de concreto, relativo ao que mudará em que aspecto da minha vida e como – é apenas aquela sensação intensa de que alguma coisa vai mudar, vai acabar, vai dar uma volta. E com essa sensação vem alguma angústia – o que me deixa ainda mais irrequieta e mais preocupada nesta cabeça de hiper-pensadora, ruminadora – que me enche de preocupação e de temores e me deixa paranóica.

Vamos a ver o que os próximos tempos me trazem, depois da confusão que foi o mês de Agosto em termos de relações familiares e estabilidade emocional…torçam por mim, sim?

It has been a while. I have been avoiding to nagg you too much with my inner dramas and mental battles, but then I think that this space was created for sharing. Not only what I “produce” artistically, but myself – for the sense of connection and union, even belonging, that it may bring: for you that read me and for me writing (and receiving your comments and opinions, which enrich me in so many ways).

I have been feeling restless inside. Feeling like a big change is coming, on that it was me who set in motion in some ways, but I am not ready. Filled with fears, questions, uncertainties. It does not help that this instinct is not defined, in regards to what is going to change in which aspect of my life and how – it is just this instense sentationthat something is going to change, to end, to take a turn, a 180º. With that sensation in comes some anguish – which makes me even more restless and more worried in this overthinking ruminating head of mine- which fills me up with worries and fears and makes me paranoid.

Let us see what times will bring, after the confusion all of August was in family relations and emotional stability…fingers crossed for me, ok?

Agorafobia

Agorafobia?
Um dia podia e iria
Entre sonhos e magia
A outro universo inteiro e diria
Que nada mais eu quereria
Voltaria
Sossegaria a alma inquieta
Escreveria tudo o que me afecta
Poderia dar de mim o melhor sem
Temor
Dor maior
De ser e não poder
De tremer a temer o pior
De fugir
De não sorrir
De fechar tudo em mim
Fechar-me de tudo enfim
Fechando a dor de mais um fim
Nada mais que negando dizendo sim
Agorafobia!
Caminho interrompido
Pesadelo escolhido
Na multidão perdido
Sem ar, ser mar
Sem som, ser cor
Sem ver, ser menos e mais
Exclamar estes ais (!)
Que guardo do mundo
Que corroem com medo
Neste rodopio mudo
Neste aberto segredo.
Agorafobia…
Nem tanto nem sei
Não é medo das pessoas
Nem é medo do que sei
É um terror que assola
Existência vã enfim
Agarrado gravitante a uma bola
De minérios a girar no universo sem fim.

I have been (over)thinking

I feel restless. I feel miserable. I feel lost.

I really don’t know what to do with myself lately. Can anyone relate to this feeling of helplessness, where you know that something has do be done but you have no idea what or how? Has anyone overcome a stage like this that can give me any pointers or tips on how to go about this incredible need for something (I really don’t know what), for change, for purpose?

Family matters are tense, to be soft on it. I find myself very much on my own when it comes to close blood ties. My relationship with my mother tends to deteriorate further and further with each interaction and I do not know how to go about it right now except distancing myself, for all it does is hurt me and bring me further down. Then, this distancing – perhaps even severing ties (at least for the time being) – also hurts me and brings me further down, fills me with fears of being all alone in the world, helpess and unsupported and just sort of…orphaned.

I know I am not: I have other family that I feel would lend a helping hand and be there for me, as well as good friends – the family I chose and that chose me – who wish to see me well, desire me to be close to them and would extend a helping hand whenever needed. I have my guy, supportive and caring, ever more patient towards my quirks that annoy him – really making the effort for us to be all we can as a team, as partners, as companions. Yet this person, my mother, is one of the grandest foundations of my life, along with being also a source of many of my “traumas” – I really don’t want to call them traumas as I don’t feel my stuff is as severe as what you would call trauma, let’s go with ‘dents’ instead. Together with my grandmother (though not biological), still living and nearing 92 years of age; they comprise the living relatives that I remember being there my entire existence. The onset of dementia brought by a nasty fall, along with all that old age brings, is taking my grandma away from me day by day – living away from her, every time I go on a visit the pain is sharp and dull at the same time. Oh, how the forced perception of mortality (others’ and my own) hurts!

What is the point in all this? Why struggle so much, to have, to amass, to buy, to be rich…? Nothing of it goes with us – should mankind really be such a slave of its own construct?

Yes, I have been feeling terribly non-conformist. Tired of the way we live. I feel myself drowning in meaningless struggle for something I don’t see as truly purposeful or suitable for me and the happiness and serenity I long for.

Any thoughts or advice? Am I alone in this?

(I did go a long way on this one, didn’t I? Sorry folks!)