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Agorafobia

Agorafobia?
Um dia podia e iria
Entre sonhos e magia
A outro universo inteiro e diria
Que nada mais eu quereria
Voltaria
Sossegaria a alma inquieta
Escreveria tudo o que me afecta
Poderia dar de mim o melhor sem
Temor
Dor maior
De ser e não poder
De tremer a temer o pior
De fugir
De não sorrir
De fechar tudo em mim
Fechar-me de tudo enfim
Fechando a dor de mais um fim
Nada mais que negando dizendo sim
Agorafobia!
Caminho interrompido
Pesadelo escolhido
Na multidão perdido
Sem ar, ser mar
Sem som, ser cor
Sem ver, ser menos e mais
Exclamar estes ais (!)
Que guardo do mundo
Que corroem com medo
Neste rodopio mudo
Neste aberto segredo.
Agorafobia…
Nem tanto nem sei
Não é medo das pessoas
Nem é medo do que sei
É um terror que assola
Existência vã enfim
Agarrado gravitante a uma bola
De minérios a girar no universo sem fim.

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I have been (over)thinking

I feel restless. I feel miserable. I feel lost.

I really don’t know what to do with myself lately. Can anyone relate to this feeling of helplessness, where you know that something has do be done but you have no idea what or how? Has anyone overcome a stage like this that can give me any pointers or tips on how to go about this incredible need for something (I really don’t know what), for change, for purpose?

Family matters are tense, to be soft on it. I find myself very much on my own when it comes to close blood ties. My relationship with my mother tends to deteriorate further and further with each interaction and I do not know how to go about it right now except distancing myself, for all it does is hurt me and bring me further down. Then, this distancing – perhaps even severing ties (at least for the time being) – also hurts me and brings me further down, fills me with fears of being all alone in the world, helpess and unsupported and just sort of…orphaned.

I know I am not: I have other family that I feel would lend a helping hand and be there for me, as well as good friends – the family I chose and that chose me – who wish to see me well, desire me to be close to them and would extend a helping hand whenever needed. I have my guy, supportive and caring, ever more patient towards my quirks that annoy him – really making the effort for us to be all we can as a team, as partners, as companions. Yet this person, my mother, is one of the grandest foundations of my life, along with being also a source of many of my “traumas” – I really don’t want to call them traumas as I don’t feel my stuff is as severe as what you would call trauma, let’s go with ‘dents’ instead. Together with my grandmother (though not biological), still living and nearing 92 years of age; they comprise the living relatives that I remember being there my entire existence. The onset of dementia brought by a nasty fall, along with all that old age brings, is taking my grandma away from me day by day – living away from her, every time I go on a visit the pain is sharp and dull at the same time. Oh, how the forced perception of mortality (others’ and my own) hurts!

What is the point in all this? Why struggle so much, to have, to amass, to buy, to be rich…? Nothing of it goes with us – should mankind really be such a slave of its own construct?

Yes, I have been feeling terribly non-conformist. Tired of the way we live. I feel myself drowning in meaningless struggle for something I don’t see as truly purposeful or suitable for me and the happiness and serenity I long for.

Any thoughts or advice? Am I alone in this?

(I did go a long way on this one, didn’t I? Sorry folks!)

Carta a um amor longínquo…

δ Agosto, 2011 δ

Meu amor,

               há 5 anos que nos tocámos pela primeira vez, naquele lugar entre aqui e ali, entre sonho e limbo, entre terra e céu. Há 5 anos que te instalaste no meu coração, no meu pensamento, na minha alma. E aí ficaste, como se me tivesses lançado um feitiço.
               Dirias talvez que foi o contrário, a feitiçaria foi minha e foi de mim que ficaste cativo, com prazer. Cheguemos a acordo, foi mútuo e inesperado…e oh tão bom! Lutei contra a certeza de ti e deste sentir, então, temendo estar a ficar louca. Aposto que lutaste também, fugindo a sensações, anseios e sentimentos que há muito esqueceras que existiam e estavas certo de não ser capaz de sentir, pensar ou experienciar.
              Demos tanto um ao outro, meu amor, damos tanto às nossas almas imortais com esta união que o amor nos proporciona. Com esta entrega, este fogo, esta ternura risonha que agora me aquece o peito, ao lembrar os nossos despiques e provocações.
              Quase quero chorar, sinto água a juntar-se nas pestanas, mas luto contra as lágrimas. Recordar-te, recordar-nos, é um prazer. Deveria ser fonte unicamente de alegria. Se me assola a ânsia de te carpir, é porque te sinto a falta, porque as saudades sufocam tanto que o ar que respiro mal é suficiente.
              Amante, amigo, confidente, companheiro, amor. És tudo isso e muito mais, meu querido. E eu que sempre fui boa com palavras, fiquei sem vocabulário capaz de dizer o quanto te amo.
              Pergunto-me tantas vezes o que estarás a fazer, a pensar, a sentir. Pergunto-me se teremos outra oportunidade de nos termos nos braços um do outro, perdidos. Pergunto-me se sentes a minha falta, se pensas em mim. Se ainda me amarás como antes.
              Meu querido, meu amor. Sonho contigo, acordada e entre os lençóis da minha cama solitária. Fecho os olhos e vejo o teu rosto, sinto o teu cheiro, respiro o teu sorriso e o teu calor. E quero-te a meu lado, cada vez mais, a cada instante que passo sem ti.
              Os nossos planos para um amanhã partilhado foram-se, desfazendo-se em fumo? Não creio. Muito menos creio que assim o aches. Apenas os adiámos, até ao momento em que o destino nos volta a juntar e transforme em viver o nosso sonhar.
              Eu e tu, o “amor e uma cabana” talvez. Mas o amor, sempre o amor, sempre. Acima de tudo e de todos, para sempre.
             Um dia terei uma palavra que te descreva e ao que sinto por ti e tu por mim. Mais do que meu amor, mais do que meu amado, meu amante, meu querido, meu anjo; mais do que alma gémea, perdição, paixão. Consigo dizer o que és, o que não és, aquilo que és mais que…mas não consigo algomerar, aglutinar, conjurar, combinar os vocábulos para fazer compreender ao mundo este sentimento, este Amor.
              Tu tornas-me inteira, quase o velho cliché do “completas-me” mas não é bem isso. “Apenas” sou mais eu quando estou contigo; quando te tenho ao meu lado. Não receio ser eu mesma, sem vergonhas, contigo. Amar-te e saber que me amas faz-me acreditar em mim e nesse “potencial escondido” que dizem que todas as pessoas têm.
             Sinto a tua falta, tenho saudades de ti, de nós e de quem sou contigo. Mal posso esperar pelo nosso “para sempre”.

Amo-te, antes agora e sempre.

Tua, inteiramente
 Mashiara

Been away… but now I’m back!

As you might have noticed, I was absent for a couple of weeks. There are several reasons for that, of course.

One, workload. Not that I have an immense workload, but my bosses have these periods when they demand anything and everything of me – at the same time. These past two weeks were a bit like that.

Two, a need for some soul-searching. Though I love my job, doing all these secretary and receptionist things (except maybe telephone calls – telephone calls are hell, I hate them!), I have been feeling a bit…stagnated, perhaps. I have been struggling to find meaning in my work and been longing to find that exact work that could fullfil that need of mine.

Three, the intense heat. It has been hot as peppers around here and that, of course, subdues most of my productive juices into a languid lump of lazy me. I love Summer, I love the heat – but I know it makes me be lazier than usual, even with things I love.

writing-923882_960_720Four, a bit of writers block. Associate with point 2. Feeling lost and useless in the world tends to drain my ability to write – even though the inspiration is as fervent as ever or more!
It’s that depressing feeling of not being productive to the world, feeling that everything you do has no meaning and in no way contributes to the betterment of the world – it kind of stops you dead in your tracks with everything you do – wether it is something you really love doing or not.

Five, taking some time for other things. Like my Reiki traireiki-principles.190154340_std.jpgning – which I have been slacking off quite a lot. Decided to focus more on it – and, associated with it, my meditation practice. That also means I decided to work on myself, in an honest manner. Inner work to grow my being and feel fullfilled. Along with this, I decided to take my volunteering to write for the Portuguese Reiki Association blog more seriously – hence not writing so much here (I have to tell you, writing the covering of an event from almost 2 weeks ago has been hell).

Six, and last (but not least): gaming. Yes, the addiction is there and I have been indulging – most certainly Brave Exviusbecause of how I’ve been feeling about my life. So, what have I been playing? As I showed you in my previous post, Final Fantasy Brave Exvius on my phone, alongside Final Fantasy X, remastered, on the PS3 (revivalism, I so love that game – maybe because it was my first Final Fantasy!).

Also on the phone…the unavoidable Pokémon GO! I am now taking nice walks,by myself and with my guy once in a while, which has helped improve my mood and also has gotten me pokemon-go-live-in-japan-for-field-test_kj4d.640to do some exercise! It is such a thrill and I feel so childish and happy while searching for new pokemons for my collection! With all due precautions, of course.

 

So, that’s been my last two weeks…what about yours?
(And do you have any advice for me, concerning the dillemas I presented you in this little confession of mine?)

Love and light,

Rell

Pensado em coisas… | Thinking of stuff

Ando cansada do mundo. Deste paradigma que impulsiona a sociedade.
Não me faz sentido; não ressoa no meu sentir; não parece mais funcionar para a Humanidade.

Pensar nestas coisas angustia-me. Pensar no que nos aguarda nos dias vindouros, é um exercício intelectual que me assusta. Mas dou por mim, cada vez mais, a revisitar estes pensamentos e a re-sentir estas angústias e temores.

Será que podemos mudar alguma coisa? Como? Por onde começar?

Não sei. Não sei. Não sei. Mas há que tentar.

 

I have been feeling tired of the world. Of this paradigm that drives society.
It does not make sense to me; it does not find an echo within my feeling; it doesn’t seem to work for Humanity anymore.

 

Thinking about these things leaves me anguished. Thinking about wait awaits us in days to come, is an intelectual exercise that frightens me. But I find myself, ever more, reviting these thoughs and feeling these anguishes and fears once again.

Can we change anything? How? Where to start?

I don’t know. I don’t know. I don’t know. But we must try.

Meu amor

Hoje vi-te.
O sol ganhou calor
a tristeza virou cor
e a minh’alma sorriu.
Meu coração correu
descompassado bateu
meu amor, meu amor.
Hoje vi-te.
As lágrimas fizeram sentido
as saudades ficaram comigo
a esperança cá dentro gritou.
Meus lábios quiseram beijar-te
meus braços, envolver-te
meu amor, meu amor.
Hoje vi-te.
O teu rosto de poema
as tuas mãos postas em cena
o sorriso sedutor.
Meu corpo tremia
minha boca dizia
meu amor, meu amor.
Hoje vi-te.
Foi como um renascer
da tua ausência doer
da perda e da mágoa sem fim.
Quis correr e agarrar-te
quis a viva voz chamar-te
meu amor. Meu amor!
21/05/2012

Evoluções | Evolutions

13 – Setembro – 2009
 
Sou carne, sou fraca, sou humana.
Sou carne, sou forte, sou humana.

28 de abril de 2012

Tenho falhas e defeitos, para além de qualidades. Por todos estes factores quero ser aceite e amada…e não apesar deles.
Não quero que me seja constantemente apontado o dedo aos meus defeitos e erros quando os conheço tão bem. Não se as coisas boas não são reconhecidas. Não sem a honestidade e franqueza, a aceitação e intimidade por que anseio.
Porque teimamos em acentuar os deslizes e falhanços e a abafar as realizações e sucessos dos outros? Porquê? Porquê somos tão rápidos a apontar o dedo e tão reticentes a aplaudir?
Será que me escondo assim tanto? Que a muralha que construí à minha volta é assim tão grande? Será que ninguém me vê realmente? Será que não mereço ser amada, aceite, apoiada?
Estarei destinada à solidão? Já não bastará aquela que sinto constante?
“Cada ser humano é um universo.” Haverá algum universo que queira compartilhar-se com o meu? Será o meu micro-cosmos um que não tem compatibilidade nem lugar para estar com mais nenhum?
Tantas vezes me ponho estas perguntas e tantas mais acabo sem respostas. Aliás, nunca obtive resposta. Serei a única a perguntar-me? Serei a única a não obter respostas? Estarei, também nisso, só?
family
Que bom que hoje já sei onde me encontrar, que já tenho universos onde o meu pode pousar e vice-versa. Meus queridos amigos, nem sonham o quanto têm sido essenciais para manter a minha sanidade (mesmo que às vezes pareça que já a perdi).
Adoro-vos a todos!
S
PS – Hoje, 19 de Abril de 2016, mantenho estas palavras finais. Grata a todos os que me têm acompanhado nesta jornada e neste crescimento, o meu coração é vosso.