Archives

Apetites

Sabem aqueles dias que só apetece sentar à mesa com uma caneca gigantesca de café, papel e canetas, música ou podcasts que estão em atraso na lista para ouvir e simplesmente escrever e escrever e escrever?

Ando assim. Sem assunto específico, sem temática ou enredo que me faça criar algo mais artístico ou informativo, simplesmente com sede de escrever.

Há muito que não sentia esta comichão de escrevinhar, sem propósito específico, o quee vem à cabeça. Há muito que não sentia a ânsia de escrever, de criar com palavras, de contar histórias, de expor os meus pensamentos.

Parecia que essa parte tinha ficado lá atrás, noutra Sónia, noutras vidas. Parece que afinal não. Sinto uma certa plenitude por ter esta vontade a pulsar nas veias novamente. Terei de responder a este apelo como puder – não voltarei a deixar a preguiça e as inseguranças quebrar a minha pena, calar o meu cantar.

Vejamos o que vem daqui… Estou curiosa, e vocês?

Advertisements

Questões de Casórios

Ora então, amigos e amigas, eis a questão central:

– É costumeiro fazer grandes preparativos e planos quando se vai a um casamento como convidado?

A sério, não se riam!

Sei que tenho 32 esbeltas primaveras e que provavelmente devia saber estas coisas mas o facto é o último casamento a que fui, já lá vão uns 3 anos pelo menos, foi o do afilhado da minha mãe – logo, a logística associada a presentes, respostas, cabeleireiros e etc ficou quase toda nas mãos dela.

Este próximo sábado irei, pela primeira vez, sozinha a um casamento. Sem pais nem família, nada dessa rede de segurança. Vou ao casamento de dois amigos e estarão lá outros mais a partilhar do momento – uma mini rede de segurança, pode-se dizer. Mas também um possível factor de stress, devido a comportamentos a observar que eu possa desconhecer! Eis que de repente começo a preocupo-me… Serão a roupa e os acessórios que escolhi adequados (apesar me ter sido comunicado tema e nível de formalidade)? Terei tudo em ordem? Há passos específicos de etiqueta a observar? Será o presente adequado?

Talvez esteja a considerar tudo isto muito em cima da hora, dirão. Caiu-me agora a ficha, pois na generalidade sou uma pessoa que se está pouco ‘marimbando’ para etiquetas e regras sociais de status e essas coisas. Nunca investi muito do meu tempo ou intelecto nosso, o que é que querem?! Mas por eles, os meus amigos, que escolheram ter-me presente no seu dia especial, quero estar bem e ser razão apenas de alegria.

Então…dicas, conselhos, opiniões?

Palavras | Words

Ando a sentir necessidade de escrever. Como se tivesse alguma coisa cá dentro a querer sair. Como se fosse esse o propósito de por aqui andar neste planeta, o meu desígnio.
Depois, acontece a vida. Trabalho, contas para pagar, família, amigos, hobbies e coisas que gosto de fazer e que me dão alegria, o simplesmente ficar a vegetar no fim-de-semana e recarregar as baterias, desligando o cérebro.
Como equilibrar esta necessidade que tenho, tão visceral, com o meu dom inato para a inactividade? Como fazer esse amor ardente pelas palavras ser mais forte que o cansaço e a preguiça e -A INTERNET- ?

Estou melhor em vários aspectos…agora conseguir fazer de algo que me move
de dentro para fora ser algo que me permita viver de alguma forma…como?
Um passo de cada vez, não é? Vamos aos poucos, um dia lá chegarei!

divider-line1
I’ve been feeling the need to write. Like I have something inside wanting to get out. As if that was the purpose of me being around on this planet, my design.
Then, life happens. Work, bills to pay, family, friends, hobbies and things I like and that give me joy, the plain and simple ‘couch-potatoing’ over the weekend, recharging batteries and turning my brain off.
How to  balance this need I have, so visceral, with in born gift to do nothing at all? How to make this ardent love for words be stronger than being tired and laziness and – THE INTERNET- ?

I am better in many aspects…now to achieve being able to do something
that moves me from the inside out as a means of living somehow…and how?
One step at a time, right? Bit by bit we go, I’ll get there someday!

10 dias de Mindfulness para um Fim de Ano sereno X

Dia 10 – conclusão de ciclo.

O planeado para meditar antes da passagem de ano. Eram 23:45 quando abri a aplicação e seleccionei o dia 10. Estava sentada confortavelmente e tudo indicava que ia correr muito bem.

Conseguem adivinhar o que aconteceu? Não? Adormeci. Isso mesmo: a-dor-me-ci. Quando acordei, eram 00:03 e tinha o meu namorado a entrar no quarto para me dar o beijinho de Ano Novo.

Que palermice, adormecer assim…Acho que relaxei demais, o vinho do jantar deve ter ajudado!

Portanto, o dia 10 foi repetido à semelhança do dia 9. Durante a manhã de dia 1 de Janeiro, para começar bem o ano!

Foi muito bom, mais fácil que nas primeiras vezes. Vou certamente continuar a praticar pelo menos estes 10 minutos diários, quero fazer disto um hábito regular (olha, acho que tenho aqui uma resolução de início de ano, que tal?). Tem-me feito bem e creio que vou aprender muito sobre mim e crescer em mim com esta prática.

E então, já estão convencidos a experimentar? Já meditam, ficaram curiosos? Contem tudo, quero saber o que acharam destes 10 (12, para dizer a verdade) dias que fui partilhando convosco.

Feliz dia 1; feliz Janeiro, feliz 2017!

Abreijinhos!

10 dias de Mindfulness para um Fim de Ano sereno IX, take 2

Ora pois cá estamos, repetido que está o dia 9 do Take 10 da Headspace. Correu muito melhor a segunda tentativa. 

Ao fim do dia, diferente, muito produtivo. Gostei. Consegui lugar sentada no comboio e foi a viagem toda a respirar, focar-me no corpo, nas sensações, na emoção subjacente. Sem julgar muito – sem me prender muito e muito tempo a cada pensamento e sentimento que chegava ao reconhecimento consciente. Aceitando, em grande parte, a existência destes sem fazer juízos de valor.

Gostei mesmo. Senti-me bem.

Vamos ao dia 10. Acho que será agora algo especial. Talvez passe o Ano assim,a fazer os 10 minutos do dia 10. Parece uma bela ideia – terminar mesmo antes da meia-noite e começar o ano zen.

10 dias de Mindfulness para um Fim de Ano sereno IX

O dia 9 foi o mais difícil até ao momento. Erro e culpa apenas meus – a inteligência rara que vos escreve decidiu que ia experimentar os 10 minutos de meditação logo ao início da rotina matina, antes até do café! Não correu bem.
Sonolenta e sem foco, mas me apercebi do que se estava a passar, a mente viajou, irritei-me. Que frustração!

Todo o princípio deste exercício pareceu-me ficar derrotado, com esta vaga de ira comigo mesma por este erro e esta falha. Depois, apercebi-me que os 8 dias anteriores deram frutos e foram eficazes: libertei-me das emoções e pensamentos que teimavam em circular incessantemente na minha cabeça mais rapidamente do que o que estou habituada, simplesmente deixando-os ser, reconhecendo-os e deixando-os ir. Foi bom.

Ajudou igualmente a reconhecer a solução para este percalço: em vez de seguir para o dia 10, vou repetir o dia 9. Quero rever a animação, quero ouvir novamente as instruções, quero submergir nos 10 minutos que tanto bem me têm feito. De manhã, não consegui – a tecnologia não quis colaborar comigo. Pensei em fazê-lo na hora de almoço, mas coisas foram adiando tudo. Fica para a viagem de regresso.
Depois conto-vos como foi, este bis do dia 9. E fica o dia 10 para o último dia do ano!

Bisous!

10 dias de Mindfulness para um Fim de Ano sereno VIII

Chegámos ao dia 8!
Consegui passar de uma semana, estou orgulhosa de mim – se continuar assim, pode ser que consiga, depois dos 10 dias de 10 minutos de meditação do programa Take 10 da Headspace, realmente criar um hábito de meditação e mindfulness.
Dizem que demoramos 21 dias a formar um hábito, não é? Algo do género, pelo menos. Bem, já não me falta tudo.

Hoje, consegui lugar sentada no comboio, na hora de ponta da manhã, o que por si só já é um feito – e algo porque estou grata. Realmente, estar confortável é uma parte importante deste exercício, nos dias em que não tenho esta sorte noto a diferença – embora os benefícios se façam sentir na mesma, talvez não tanto; ou tanto quanto nos dias que vou sentada mas com mais esforço da minha parte.

É um pouco mais do mesmo, verdade seja dita. Só que a mente já não foge tanto. As sensações são mais concretas, ao avaliar o corpo. O foco é mais fácil de atingir e manter, assim como é mais fácil reconhecer um pensamento e deixá-lo ir sem me prender infinitamente a ele. Gradualmente, vai-se fazendo sentir a diferença.
Durante a manhã de trabalho, tive a oportunidade, devido a um momento mais enervante, de praticar o estar presente para me acalmar e deixar os pensamentos (que nestas ocasiões, pelo menos a mim, andam em espiral, a piorar cada vez mais o estado mental e emocional) passar sem agravarem a situação nem estragar a serenidade e a concentração na tarefa.

Novidade de hoje no exercício? Reconhecer o humor subjacente às sensações, ao fazer o scan do corpo. É difícil, sinceramente. Achas que estás bem e descobres ali um desconforto ou uma angústia; ou pelo contrário, tens a sensação que está tudo mal e afinal apercebes-te que há uma certa leveza e serenidade que não tinhas visto antes, no meio daquele sentir pesado e triste.
Foi interessante explorar estas possibilidades.