Carta a um amor longínquo…

δ Agosto, 2011 δ

Meu amor,

               há 5 anos que nos tocámos pela primeira vez, naquele lugar entre aqui e ali, entre sonho e limbo, entre terra e céu. Há 5 anos que te instalaste no meu coração, no meu pensamento, na minha alma. E aí ficaste, como se me tivesses lançado um feitiço.
               Dirias talvez que foi o contrário, a feitiçaria foi minha e foi de mim que ficaste cativo, com prazer. Cheguemos a acordo, foi mútuo e inesperado…e oh tão bom! Lutei contra a certeza de ti e deste sentir, então, temendo estar a ficar louca. Aposto que lutaste também, fugindo a sensações, anseios e sentimentos que há muito esqueceras que existiam e estavas certo de não ser capaz de sentir, pensar ou experienciar.
              Demos tanto um ao outro, meu amor, damos tanto às nossas almas imortais com esta união que o amor nos proporciona. Com esta entrega, este fogo, esta ternura risonha que agora me aquece o peito, ao lembrar os nossos despiques e provocações.
              Quase quero chorar, sinto água a juntar-se nas pestanas, mas luto contra as lágrimas. Recordar-te, recordar-nos, é um prazer. Deveria ser fonte unicamente de alegria. Se me assola a ânsia de te carpir, é porque te sinto a falta, porque as saudades sufocam tanto que o ar que respiro mal é suficiente.
              Amante, amigo, confidente, companheiro, amor. És tudo isso e muito mais, meu querido. E eu que sempre fui boa com palavras, fiquei sem vocabulário capaz de dizer o quanto te amo.
              Pergunto-me tantas vezes o que estarás a fazer, a pensar, a sentir. Pergunto-me se teremos outra oportunidade de nos termos nos braços um do outro, perdidos. Pergunto-me se sentes a minha falta, se pensas em mim. Se ainda me amarás como antes.
              Meu querido, meu amor. Sonho contigo, acordada e entre os lençóis da minha cama solitária. Fecho os olhos e vejo o teu rosto, sinto o teu cheiro, respiro o teu sorriso e o teu calor. E quero-te a meu lado, cada vez mais, a cada instante que passo sem ti.
              Os nossos planos para um amanhã partilhado foram-se, desfazendo-se em fumo? Não creio. Muito menos creio que assim o aches. Apenas os adiámos, até ao momento em que o destino nos volta a juntar e transforme em viver o nosso sonhar.
              Eu e tu, o “amor e uma cabana” talvez. Mas o amor, sempre o amor, sempre. Acima de tudo e de todos, para sempre.
             Um dia terei uma palavra que te descreva e ao que sinto por ti e tu por mim. Mais do que meu amor, mais do que meu amado, meu amante, meu querido, meu anjo; mais do que alma gémea, perdição, paixão. Consigo dizer o que és, o que não és, aquilo que és mais que…mas não consigo algomerar, aglutinar, conjurar, combinar os vocábulos para fazer compreender ao mundo este sentimento, este Amor.
              Tu tornas-me inteira, quase o velho cliché do “completas-me” mas não é bem isso. “Apenas” sou mais eu quando estou contigo; quando te tenho ao meu lado. Não receio ser eu mesma, sem vergonhas, contigo. Amar-te e saber que me amas faz-me acreditar em mim e nesse “potencial escondido” que dizem que todas as pessoas têm.
             Sinto a tua falta, tenho saudades de ti, de nós e de quem sou contigo. Mal posso esperar pelo nosso “para sempre”.

Amo-te, antes agora e sempre.

Tua, inteiramente
 Mashiara

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