Archive | December 2015

S. E. R.

É impressionante como nos auto-confundimos tão facilmente. Como duvidamos de nós mesmos e daquilo que já tínhamos como certo acerca de de nós. Como o que achamos saber sobre o mundo e os outros está sempre em questão, sempre em cheque, sempre sob análise.
Serei só eu que penso assim? Que penso TANTO assim?
Como alguém que muito estimo me diz tantas vezes, não sou um floco de neve único e especial. Certamente. Neste exacto momento, milhares de pessoas devem pôr-se as mesmas questões que me atormentam.
Milhares de mulheres devem estar a olhar-se ao espelho (ou a ver-se reflectidas no écrã do computador), tal como eu, a perguntar-se se ele de facto tem algum interesse nela ou se é tudo fruto da sua imaginação. Se ele estaria interessado mas ela estragou tudo com algo que disse, fez ou escreveu… ou por ter sido demasiado ‘forward’ para os padrões da sociedade, tentando dar um passo em frente. Se calhar era cedo demais para tentar fosse o que fosse – e será que de facto foi uma tentativa?
Milhares de pessoas, milhões até, estarão a perguntar-se se as qualidades que apregoam são de facto reais e tantas outras devem, tal como eu, sentir-se desiludidas com o facto de não serem capazes de ser verdadeiramente a pessoa que pensam que são – não serem tão tolerantes como se acham, tão pacientes como se acham…and so on and so forth.
No fundo, a verdade mais básica é esta: por mais que se negue, nós estamos sempre em primeiro lugar. E ser um pouco egoísta é bastante saudável e faz maravilhas à saúde mental. Apenas temos de aprender que o nosso egoísmo tem de conviver com o de toda a gente.
Os outros não vão ser altruístas para com os nossos desejos, tal como nós não abrimos mão dos nossos anseios pelos de outrém (atenção que falamos de necessidades mais que básicas, diria até primais.)
Só quero que gostem de mim. Só quero ser amada. Só quero ser ouvida, entendida, acarinhada. Quero sentir que SOU um floco de neve único e especial, porque há alguém que me vê assim, como algo precioso e frágil.
Mas não quero ser frágil sem força. Não quero ser única e só.
Tudo o que quero é amor. Quero amar, amar – não necessita ser perdidamente. Intensamente, isso sim.
Amar e ser correspondida, nem que seja por um segundo fugaz.
Sou um poço de contradições, surpresas e desilusões.
Sou humana, nada mais.
setembro de 2010

Estarei só nestes pensamentos? Digam-me!

Ça? C’est comme il faut.

Comme le jour
qui vient doucement
la vie est un cours
aussi un évènement.

Comme la nuit
qui cache la magie
la vie est un oui
et un non aussi.

Comme un copain
qui te fait rigoler
la vie est un demain
un désir de rêver.

Comme un père
qui aime son enfant
la vie est une mère
de coeur puissant.

Dia de Natal

Dia de Natal, mas que data fatal!
Que desgraça, que destravio, que seguimento em corropio!
Que tristeza assoladora, que crueza total, realidade assustadora!
Dia de Natal, findo enfim… peso do mundo que se acomoda a mim.

Mas desta vez não vai ser como queres, Natal castrador!
Não vou ceder à tradicional tristeza e dor!
E eis que algo surge e me faz recuar
e mal dou por mim estou a chorar.

Bem, já passou, choro e Natal
Até para o ano, que te demores
ò data fatal

25 de dezembro de 2010

Puer Natus…in Bethlehem

Pois é, aproxima-se o Natal e a passos largos… este ano (como no ano da data original deste texto) sinto uma amargura relativa a esta época. Para onde quer que me vire, tudo me parece decorado com tanto cinismo como luzes, incluindo eu. Será isto chegar à idade adulta? Então, rejeito o “adultismo”, criança para sempre!
Enfim, mas de facto a razão deste post é outra: a NOITE MAIS LONGA DO ANO. Quatro dias depois dela, do Solistício de Inverno, em pleno Yule! Noite mágica… para mim, nessa noite de 21 de Dezembro sente-se mais do que noutra data a magia do Natal. A magia da terra que renasce para trazer nova vida na Primavera. E no fundo não é isso que o Natal representa? Nascimento, vida nova?
Venha o Novo Ano! Cheio de novidades – e de um ser adulto mais sincero e carinhoso.
Tudo de bom e Boas Festas, amigos… que se prolonguem por todo o ano! (aproveitem para namorar a Lua Cheia de Natal!)
escrito originalmente em 2010 – actualizado para hoje.

Poetic Existencialism

 

This is the poem that would be.

These are the words meant to say.
This is the me only I see.
These are thoughts at the end of day.
This is a song of silent chords.
These are drums of beating hearts.
This is a tango of flaming swords.
These are steps becoming shards.
This is now, then and never.
These are times of endless want.
This is becoming, eternal, forever.
These are all those “I can’t”.
This is what my pen does.
These are pauses in thought.

This is the poem that never was.