Archive | November 2015

Desconstrução | Deconstruction

Tenho andado a dar umas voltas à minha poesia e  continuo a encontrar estas coisas viscerais…como este: ‘Comoção’

Been taking a stroll through my poetry and I keep finding these visceral thing hanging about… like this one: ‘Comotion’

Corrói-me o ar,
Ao tocar minha pele.
Destrói veias e artérias,
Deteriora-me o sangue e o ser.
Esmaga-me com a pressão,
Comprime-me de gravidade,
Constrange minha alma…
Sufoco, de dentro para fora!
Sou corpo em decadência,
Espírito decomposto,
Alma trucidada.
Sou um tudo nada,
Amostra de humano
Que se arrasta
Ao invés de viver.
Rasga-me o peito,
Estilhaça-me o ventre,
Decepa-me os sentidos
E as terminações nervosas.
É isso que fazes,
Abominável recordação de ser,
Traidor sem nível,
Ser humano de segunda categoria.
Tudo porque
Um dia
Gostei de ti.

30 de Abril de 2008

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Misturas e misturadelas | Mix and match

Este foi daquelas brincadeiras que se fazem a correr…mas gostei do resultado final. Poesia bilingual!

This is one of those rush-of-the-moment playing kind of things…but I did like the end result. Bilingual poetry!

Já falei de amor,
De sonhos, de alegria…
E agora?
Falo da tristeza,
Da solidão, da agonia…
I’m no lover’s pair,
I’m alone,
without a care.
Sou alma deixada ao acaso,
Perdida em sonhos
E em devaneios!
I’m the fool of love,
Joker on the hands of fate…
I am the face of despair,
Sold as a slave
On this freak show fair.

3 de maio de 2008

Of beasts and gore

Been a while, but it’s been some busy days around…

Back to take through another one of my older poems, in Portuguese: this one is a bit darker, but I kind of like it because it is so diferent from what I usually write!

Let me know your thoughts 😀

Já faz algum tempo, mas têm sido uns dias preenchidos ultimamente!

De volta para vos levar a visitar mais um dos meus poemas mais antigos: este um pouco mais obscuro, mas gosto dele, por ser tão diferente daquilo que normalmente escrevo!

Deixem-me as vossas opiniões!

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Bestial

Expandem-se as fauces
Da fera que pretendo ser
Criatura ignóbil e imunda de luz
Rejeição de um ser maior
Filha de algum segredo.
Anulo em mim a divindade
A sufocadora realidade mortal
Com o rasgar desta boca disforme
Num urro de selvajaria libertina.
Aos meus olhos
Uma existência grená
De ira de força de sanguíneo respirar.
Às minhas mãos
Um fenecimento fugaz
Ar que abandona a vistamandala_13
Fogo que acalenta o paladar.
Fera sou
Ferida internamente
Como ao mundo exterior pretendo
Não ser.
Fera sou
Fera humana
Repleta de sociedade
Atitude
Motivação.
Transbordante de aprendizagem
Recompensa
Punição.
Fera sou
Por entre as feras
De todas as eras e ilusões!

30 de Abril de 2008